quinta-feira, dezembro 14, 2006
Forma de estar
sexta-feira, dezembro 08, 2006
Sem maquiagem
Por isto mesmo tenho tido alguma vontade de escrever sem recurso a imagens, música ou links. Tenho tido vontade de escrever de dentro para fora. E eis que surgiu, finalmente, a inspiração para escrever sobre esta “brecha”!
Foram vários os que já me perguntaram o porquê da escolha deste nome para o blog. A explicação é muito própria, muito pessoal, daí ainda não ter saído. A conotação imediata é a de espaço livre; há quem o pense pequeno e de leitura rápida; houve também que já lhe tenha dado uma conotação erótica ou exótica, que também me agradam! Mas esta brecha é muito mais do que tudo isso.
Fiz o trabalho de casa, fui ao dicionário e aprendi alguma coisa... o resto já eu sabia!
Cá vai! Um pouco de mim para os que me conhecem, acham que conhecem e querem conhecer.
Esta brecha e eu
Uma brecha é uma “abertura em qualquer vedação”. Esta brecha é o espaço onde procuro encontrar o “eu” que existe e não está vedado por qualquer pensamento.
Uma brecha é uma “abertura que os sitiantes fazem nas muralhas de uma praça, pela acção da artilharia”, é um “golpe ou ferimento largo e profundo”. Esta brecha também já os sentiu lá bem fundo, mas procura aprender a amaciá-los com o calor das suas mãos.
Uma brecha é também uma “mármore formado por fragmentos calcários de várias cores, ligados por um cimento calcário mais ou menos ferruginoso”. Esta brecha tem a solidez colorida dessa mármore.
Estar ou andar na brecha é “lutar com afã por uma ideia, para angariar a vida”. Oh!...As lutas já travadas por esta brecha! A luta mais intensa não gerou vida. Ou, na verdade, terá gerado uma outra vida com mais surpresas e descobertas!
Abrir uma brecha é “abalar uma opinião, rebater argumentos”. Esta brecha tem argumentação na ponta da língua, rebate ideias de forma entusiasta, não se cala, não se fica!
Uma brecha é uma “quebrada ou depressão profunda entre montanhas”. Esta brecha abre-se à beleza dos lugares montanhosos já aqui mencionados, como são o Curral das Freiras, os Pirinéus, as escarpas açorianas, o Pão de Açucar, o Gerês...
Uma brecha é uma “fenda”. Esta brecha é profunda e abre-se desde o topo da minha cabeça até às mais profundas entranhas apresentando-me um arco-íris de cores luminosas.
Estar “Na brecha” é estar em mim!
sábado, dezembro 02, 2006
Lembro-me como se fosse hoje. Estava em casa da minha avó materna e o telefone tocou. Do outro lado da linha o meu pai anunciava o nascimento da minha irmã. Era uma menina! Naquele tempo não havia ecografias, daí a surpresa ficar até à última expectativa.
Tinha uma irmã! Pulei imenso em cima da cama da minha avó, ao ponto dela me ralhar porque podia partir alguma coisa. Mas eu estava super-contente! Há já algum tempo que queria uma irmã, uma companhia.... para ter com quem conversar.... na casa de banho!!!
A "pequenina" nasceu, eu chamei-lhe Ana Luísa e, como é hábito meu trocar o nome a quem mais gosto, dei-lhe muitos outros nomes. Tita ficou sem sabermos porquê, mas entre Pitoquinha, Mila, Maria Emília, talvez fosse a escolha mais acolhedora!
Hoje faz 26 anos que o telefone tocou e me pôs a pular em cima da cama! Os tempos são outros, mas continuamos a celebrar os momento de festa, por isso logo vamos todos pular e celebrar o aniversário da "pequenina"!
quarta-feira, novembro 29, 2006
O Quebra Nozes é baseado num conto de Hoffman, que Alexandre Dumas viria a adaptar a uma história para crianças. Esta levou o célebre coreógrafo Marius Petipa a pedir a Tchaikovsky para compor a música para um bailado. A história gira à volta de uma menina, Clara, e de um boneco Quebra-Nozes que recebeu como presente de Natal. Nos seus sonhos, Clara vê aparecer o Rei dos Ratos que tenta raptá-la. O Quebra-Nozes e os seus brinquedos ganham vida e lutam com os ratos, derrotando-os. O Quebra-Nozes transforma-se, então, num Príncipe, que a leva numa maravilhosa viagem, através de terras encantadas e de coisas boas. Clara acorda, por fim, e apercebe-se que tudo não passou de um sonho.
domingo, novembro 26, 2006
segunda-feira, novembro 20, 2006
Minha Amiga
As long as I live
I won't know why
Why some of my friends
Turn to indigo, God
They just gave up
Thats what they did
The secret thing they very well hid
Everyone loses when heroin wins
I just miss my indigo friends
These are not bad men
These are not bad girls
They just stray by
In their own little world
Wrestling Dan and Tom and Jay
Will and others showed life today
Fought that fight no one wins
Heroin stole my indigo friends
As time slips by
I sit and wonder why
Why them not me
Oh why them not me
I thank the Lord did not go there
Really didn't see their life to sin
Really didn't know till the bitter end
Heroin stole my indigo friends
Indigo friends
As long as I live
I won't know why
Why some of my friends
Turn to indigo, God
They just gave up
Thats what they did
The secret thing they very well hid
Everyone loses when heroin wins
I just miss my indigo friends
Indigo friends
Indigo friends
Indigo friends
terça-feira, novembro 14, 2006
Trocas e baldrocas
A. Livros
A.1. Amor Portátil, Pedro Paixão (entregue à Joana)
A.2. Fortaliza digital, Dan Brown (entregue à Ana)
A.3. O meu chapéu cinzento, Olivier Rolin
B.1. O melhor dos melhores, fados de Coimbra
B.2. In Blue, the Corrs
B.3. City of Angels, banda sonora do filme
C.1. Regras da Casa, Lasse Hallstrom
quinta-feira, novembro 09, 2006
Peso e Medida
domingo, outubro 22, 2006
Trocas e baldrocas
segunda-feira, outubro 16, 2006
Investir na agricultura e promover a segurança alimentar
O ano 2006 é dedicado ao investimento na agricultura. A ideia é promover um incremento na agricultura, apoiado por investimentos na educação e na saúde, como forma de reduzir os cerca de 854 milhões de desnutridos a nível mundial.
Quando todo o mundo ocidental anda preocupado com os consumos excessivos, existem mais pessoas, particularmente crianças, que morrem diariamente com fome. A questão é o desequilíbrio na distribuição.
Todos os países foram convidados a realizar alguma actividade como forma de sensibilização para esta problemática. Em Portugal, eu escrevi este post...
segunda-feira, outubro 09, 2006
... de falar baixinho!
Na semana que passou estive novamente de férias e, nas brechas do pensamento, surgiram lembranças de paisagens e locais já visitados e... de falar baixinho!
Digo "de falar baixinho" por serem paisagens e locais que considero tão belos e tranquilos, que apetece não dizer nada ou apenas expressar um "aahh" ao olhar intensamente para os absorver e não esquecer.
Estive na Madeira e nesta ilha vi uma das minhas paisagens de eleição. Uma paisagem "de falar baixinho": a Eira do Serrado oferece uma paisagem de escarpas rochosas e verdejantes, que abraçam a pequena vila do Curral das Freiras. A paisagem é mesmo "de falar baixinho" ou não dizer mesmo nada e ficar apenas a apreciar. Olhei, olhei para não esquecer e chegaram em pensamento outras paisagens e locais belos e tranquilos, aos quais gostaria de voltar pessoalmente ou apenas partilhar com quem goste de "falar baixinho":
- Pôr do sol em Miyajima, Japão;
- Rio de Janeiro, visto do Pão de Açucar;
- Costa norte da ilha de S. Jorge, Açores;
- Cais da Calheta, ilha do Pico - Açores;
- Quedas de água nas Flores - Açores;
- Capela Sistina, Roma;
- Cumes das montanhas cobertas de neve nos Pirinéus;
- Praia da "ilha Bacardi", República Dominicana;
- Lago Ness, Escócia;
- Praça de S. Marcos, Veneza;
- Ponte Vecchio, Florença;
- Casa museu de Anne Frank, Amesterdão;
- Paraty visto de cima ou do mar, Brasil;
- Dunas de Maspalomas, Las Palmas;
- A vista nocturna da minha casa;
- A Ribeira do Porto, vista de VNGaia;
- Barragem da Caniçada, vista de casa da Bárbara
Brevemente associarei um link a cada um destes locais para que possam apreciar em silêncio ou com um "aah" bem baixinho...
...boas viagens!
sexta-feira, setembro 22, 2006
quinta-feira, setembro 14, 2006
Em busca do Sol

terça-feira, setembro 12, 2006
Pic-nic
O fim de semana que passou foi brindado pela diferença. Um conjunto de actividades diferentes do meu habitual acabaram por ter um agradável sabor, por serem diferentes do habitual. As tarefas domésticas não foram más de todo - só porque não as costumo fazer(!); não criemos maus hábitos(!) - conhecer os 5 primos paternos e respectivas esposas teve o seu quê de divertido. Mas o destaque vai para domingo, em que realizei um deseja há já algum tempo sonhado: fiz um pic-nic no parque da cidade do Porto!O grupo de voluntários dos médicos do mundo reuniram-se num saudável convívio que acabou contribuindo para a realização deste meu desejo. Foi óptimo! E para repetir! Deixamos tudo limpinho! Os patos lá estavam ao nosso alcance visual! E descobri um banquinho maravilhoso, por baixo de um pinehiro redondo, com vista para o lago, que dizia: "Da próxima traz um livro, senta-te aqui e lê tranquilamente"...
quinta-feira, setembro 07, 2006
quarta-feira, agosto 23, 2006
Estilo de vida: Actividade Física

Hoje foi um daqueles dias que não apetecia mesmo ir ao ginásio. Como todos sabemos, estes são também os dias em que entramos lá a muito custo, mas saimos triunfantes e repletos de energia, prontos para outra dose de exercício, relaxados para um bom serão, para bons e saudáveis posts!
Mexam-se! Pela vossa saúde!
quinta-feira, agosto 17, 2006

Enquanto te espero
planto as vinhas,
e nas cinco magrugadas
dos cinco dias em que semeio a seara,
ocultarei todas as estrelas
sobre a nossa cama.
No entremeio
cruzo os meus sonhos com as pessoas
que assomarem às janelas
e juntos inventaremos a nova rosa-dos-ventos:
a vinha, a noite, o templo,
a criança e a muralha,
a sede, o suor, a seara,
a Palavra.
Fernando Alves dos Santos (1928-92)
Diário Flagrante
segunda-feira, agosto 07, 2006
Jobim - a história de um nome

António Carlos Jobim dispensa apresentações. Nasceu a 25 de Janeiro de 1927, na bela Rio de Janeiro.
O que muitos não sabem, e eu própria decobri na passada sexta-feira, é que este Sr. - à semelhança de muitos brasileiros - tem origens portuguesas.
Foi numa entrevista à RTPN, que filho e neto de Tom Jobim disseram que resolveram ir em busca das origens do nome Jobim. Ao que parece, um tetra-avô emigrou para terras de Vera Cruz e para lá levou os genes do génio musical. Mas este Sr. não era Jobim, antes Oliveira, que ao chegar ao Brasil decidiu adoptar para nome a terra de onde vinha: Jovim! Ora, mas com a devida pronúncia do norte, o nome declinou de Jovim para Jobim e assim se prepetuou.
Delicioso! A história de um nome com pronúncia do Norte! O filho de Tom Jobim, está "ansioso para conhecer essa cidade junto ao rio Douro". Que surpresa ele terá!
