terça-feira, maio 01, 2007
quinta-feira, abril 19, 2007
Soneto da separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinicius de Morais
segunda-feira, abril 16, 2007
Bolo de... à minha moda!
Ora, estava prometido a mim própria! Tinha-o até revelado há dois posts atrás! Este fim-de-semana dediquei-me à confecção de bolos!
Definitivamente é mais forte do que eu: seguir uma receita à risca é algo que me corta os horizontes, limita a imaginação. Com os salgados, mesmo inventando, a coisa fica comestível e apetitosa. Com os doces vai ter que ficar também! Será uma questão de treino.
Mas para que não fiquem com água na boca, deixo-vos a receita (ou será melhor dizer, as receitas?! A original e a minha!)
Definitivamente é mais forte do que eu: seguir uma receita à risca é algo que me corta os horizontes, limita a imaginação. Com os salgados, mesmo inventando, a coisa fica comestível e apetitosa. Com os doces vai ter que ficar também! Será uma questão de treino.
Mas para que não fiquem com água na boca, deixo-vos a receita (ou será melhor dizer, as receitas?! A original e a minha!)
Bolo de Maçã...
Ingredientes: 200g de farinha (mantive!); 250g de açucar (toda a gente sabe que as cozinheiras cortam ao açucar; além disso, todos os pacotes de açucar que tinha em casa só prefaziam cerca de 200g; portanto reduzi este ingrediente!); 4 ovos (mantive!); 150g de manteiga (impossivel! a minha "religião" não me permite engordorar tanto um bolo! Neste caso, coloquei 50g de manteiga e o resto foi com leite... magro, claro está!); 4 maçãs (não tinha! Mas tinha cacau! E nibs de cacau! Resolvido!)
Preparação: misturar gemas e açucar; acrescentar o leite previamente misturado com a manteiga derretida; juntar a farinha já misturada com o fermento e o cacau; bater as claras em castelo e misturar na preparação; acrescentar os nibs de chocolate; telefonar previamente à mãe para saber como regular o forno (175 ºC, na ventoinha)
A Prova: estava bom! Pouco doce, é certo (!) e se tivesse menos tempo de forno não se tinha perdido nada, mas tinha que estender a roupa!...
... ou Bolo de Cacau
quinta-feira, abril 12, 2007
segunda-feira, abril 09, 2007
Limpezas da Páscoa
A tradição manda, nós cumprimos!
Porque uma casa pode manter-se desarrumada, mas deve permanecer limpa, sexta-feira foi dedicada às limpezas mais profundas. Ninguém melhor que a fada-mãe para ajudar nesta tarefa catársica. Escolhi limpar os armários... E limpei o melhor que pude!
E para embelezar tal limpeza, hoje recebi um delicado vasinho com violetas! Sou ou não uma miúda com sorte?!
Porque uma casa pode manter-se desarrumada, mas deve permanecer limpa, sexta-feira foi dedicada às limpezas mais profundas. Ninguém melhor que a fada-mãe para ajudar nesta tarefa catársica. Escolhi limpar os armários... E limpei o melhor que pude!
E para embelezar tal limpeza, hoje recebi um delicado vasinho com violetas! Sou ou não uma miúda com sorte?!
terça-feira, abril 03, 2007
Tenho a casa desarrumada
A verdade é que nunca fui uma fada do lar!
Gosto de algumas tarefas domésticas, mas se estas se prolongam no tempo rapidamente as acho enfadonhas e o que me apetece é ir passear, estar com pessoas.
À excepção de cozinhar - o salgados, saliente-se (!), porque com os doces tenho o paradigma de alterar/substituir os ingredientes para minimizar o dano que possam causar, ou seja, acabo por inventar novas receitas, que se têm traduzido em pouco sucesso - as outras tarefas acabam por se tornar numa rotineira obrigação semanal! Mas numa casa como a minha, em que dois irrequietos felinos passeiam, brincam largam pêlo, espalham areia, além das minhas longas horas de ausência diária, a desarrumação acaba por se acumular!
Mas chego à conclusão que esta é a minha natureza! Não sou a toda arrumadinha, com os biblôs cuidadosamente inclinados (não tenho biblôs!), a cama impecavelmente feita, a louça sempre na máquina ou nos armários, não guardo sempre o calçado e, é verdade, espalho roupa entre o quarto e a sala. Sim! Vivo só com os felinos!
Quando procuro arrumar a casa por um tempo prolongado, numa tentativa de me normalizar, de me encaixar, algo corre menos bem... Acho que está tudo ,assim, bem arrumadinho, mas a verdade é que vou ficando cinzenta, menos inspirada, vejo mais televisão do que ouço música, não leio, não me desprevino...
Mas eis que a casa volta a desarrumar-se e está agora num pequeno alvoroço, mas a música toca alto, não faltam ideias para posts e mais posts, quero escrever sobre esta e aquela experiência, sobre o gato de olhos dourados - o Tobias, quero procurar imagens que descrevam o que sinto, quero estar mais tempo aqui na minha casa, tomar longos banhos na minha banheira, quero ler, retomar a rede de Trocas e Baldrocas... e também manter as tarefas domésticas que me dão prazer, como cozinhar e, claro está, treinar a confecção de doces!
Gosto de algumas tarefas domésticas, mas se estas se prolongam no tempo rapidamente as acho enfadonhas e o que me apetece é ir passear, estar com pessoas.
À excepção de cozinhar - o salgados, saliente-se (!), porque com os doces tenho o paradigma de alterar/substituir os ingredientes para minimizar o dano que possam causar, ou seja, acabo por inventar novas receitas, que se têm traduzido em pouco sucesso - as outras tarefas acabam por se tornar numa rotineira obrigação semanal! Mas numa casa como a minha, em que dois irrequietos felinos passeiam, brincam largam pêlo, espalham areia, além das minhas longas horas de ausência diária, a desarrumação acaba por se acumular!
Mas chego à conclusão que esta é a minha natureza! Não sou a toda arrumadinha, com os biblôs cuidadosamente inclinados (não tenho biblôs!), a cama impecavelmente feita, a louça sempre na máquina ou nos armários, não guardo sempre o calçado e, é verdade, espalho roupa entre o quarto e a sala. Sim! Vivo só com os felinos!
Quando procuro arrumar a casa por um tempo prolongado, numa tentativa de me normalizar, de me encaixar, algo corre menos bem... Acho que está tudo ,assim, bem arrumadinho, mas a verdade é que vou ficando cinzenta, menos inspirada, vejo mais televisão do que ouço música, não leio, não me desprevino...
Mas eis que a casa volta a desarrumar-se e está agora num pequeno alvoroço, mas a música toca alto, não faltam ideias para posts e mais posts, quero escrever sobre esta e aquela experiência, sobre o gato de olhos dourados - o Tobias, quero procurar imagens que descrevam o que sinto, quero estar mais tempo aqui na minha casa, tomar longos banhos na minha banheira, quero ler, retomar a rede de Trocas e Baldrocas... e também manter as tarefas domésticas que me dão prazer, como cozinhar e, claro está, treinar a confecção de doces!
domingo, abril 01, 2007
Fui ouvir!
O tributo foi conseguido na medida em que foi sentido! Despertou em mim a vontade de (re)ouvir MPB. Por questões técnicas não estou a conseguir colocar som neste post, mas fica o melhor... as palavras!Deixa o Mundo e o Sol Entrar
De repente, vejo bem
Eu sou algué com medo de viver
Sou prisioneiro das coisas que eu amei
Mas não tem sentido estar na vida
Preso a quem não quero mais
Do outro lado está você
Nossas promessas voam quase sem ver
Que esse amor aflito
Guardado só pra nós
De tão grande já não dá no quartoP
ede o mundo e a luz do sol
Meu passado já morreuQ
uem veio dele, sei, vai me entender
Que o amor existe enquanto há paixão
Siga, minha amiga, pela vida
E que eu viva um novo amor
Do outro lado estamos nós
Sem compromissos vis
Sem lar, sem lei
Siga, minha amante, enquanto houver amor
Abra as portas, todas deste quarto
Deixa o mundo e o sol entrar
quarta-feira, março 21, 2007
21 de Março - Dia Mundial...

... do sono ...
... da árvore...
... da poesia...
Escurece a luz
E não faças perguntas...
Espera... O tempo está a falar...
Espera até acabar,
Agora sim.
A ponte
Na cidade medieval,
O rio subindo
Até ao cais,
E as ruas de hoje
lá fora e a luz velada
Com esse duplo sentido.
Um quebra luz em verde e púrpura.
Fernando Pessoa, in Poesia Inglesa II
segunda-feira, março 12, 2007
quinta-feira, março 08, 2007
quinta-feira, março 01, 2007
Se cá nevasse...
Fui descançar a mente e, com toda a certeza, cançar o corpo! Até me esqueci que Matosinhos existe - tive que ver uma placa na auto-estrada para me lembrar. Parece que também esqueci mais coisas, mas ainda não estou completamente certa!...Mas nem tudo é para esquecer e esquiar é daquelas coisas que podemos dizer ser como andar de bicicleta! Não só o exercício é um "pedaleo" como também não se esquece após uma ano sem particar.
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
O tempo
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
Hoje é dia dos Amigos!
Por belos amigos soube que hoje é o nosso dia! Tal como há o dia do pai, da mãe, dos avós, da criança... há também o dia dos amigos! Pareceu-me bem pesquisar alguns provérbios alusivos, que vos dedico!
A conselho amigo, não feches o postigo.
Amigo deligente, é melhor que parente.
Amigo disfarçado, inimigo dobrado.
Amigo que não presta e faca que não corta: que se percam, pouco importa.
Amigo verdadeiro vale mais do que dinheiro.
Amigo, vinho e azeite o mais antigo.
Amigos, amigos, negócios à parte.
Ao bom amigo, com teu pão e teu vinho.
Aquele que me tira do perigo, é meu amigo.
As boas contas fazem os bons amigos.
Bocado comido não faz amigo.
Defeitos do meu amigo, lamento mas não maldigo.
Em tempo de Figos, não há amigos.
Muitos conhecidos, poucos amigos.
Não há maior amigo do que Julho com seu trigo.
No aperto do perigo, conhece-se o amigo.
O Vinho e o Amigo, do mais antigo.
Os amigos são para as ocasiões.
Quem seu amigo quiser conservar, com ele não há-de negociar.
Quem te avisa, teu amigo é.
Quem tem amigos, não morre na cadeia.
quinta-feira, janeiro 25, 2007
Afinal pensei como o Einstein!
Demorei a definir a minha crença numa entidade divina. Não me identifico com práticas religiosas judaico-cristãs, não conheço bem outras práticas religiosas mas, ainda assim, sentia a minha voz tremelicar se ousava comentar com alguém que não acreditava em Deus.Fui lendo, ouvindo, vendo e sentindo e, aos poucos, tenho vindo a criar a minha crença.
Ontem, lendo um livro, cheguei à conclusão que, ao longo dos tempos, tenho vindo a construir um raciocínio igual ao que fez Albert Einstein há uns anos atrás!
"Deus está em tudo o que nos rodeia. Não como uma entidade acima de nós, que nos vigia (...) mas como uma inteligência criadora, subtil e omnipresente (...), que se encontra a cada passo, a cada olhar, a cada respiração, presente no cosmos e nos átomos, que tudo integra e a tudo dá sentido"
Eu acrescentaria ainda, que essa entidade está em cada um de nós!
terça-feira, janeiro 16, 2007
quinta-feira, janeiro 11, 2007
Trovoada emocional

Estava a pensar...
... assim como nas trovoadas o raio chega primeiro do que o trovão - porque a velocidade da luz é superior à do som - por vezes o raciocínio é mais rápido do que a inteligência emocial. Já se sabe como mas ainda não se actua como tal!
Entretanto li um doce comentário colocado nesta brecha, a propósito do post anterior, e não resisti a colá-lo aqui:
"There is a vitality, a life force, an energy, a quickening, that is translated through you into action, and because there is only one of you in all time, this expression is unique. And if you block it, it will never exist through any other medium and will be lost."
Martha Graham, bailarina e coreógrafa, 1894-1991
sábado, janeiro 06, 2007
domingo, dezembro 31, 2006
2007 Terra dos sonhos
Estes últimos dias são muitos os que se dedicam ao balanço.
As empresas fazem o balanço das contas. Nós próprios fazemos os balanços das contas e quase todos comentam como a prestação da casa está mais alta!
Fazemos contas às boas acções, às más, aos desejos concretizados e aos que transitam para o próximo ano. Acredito, sim, que até aqueles que dizem não fazer o balanço, balançam-se entre pensamentos do sim ou não ao balanço no final de cada ano.
Eu balanço! Balanço ao longo dos dias e não só nestes em particular, até porque passar de ano não é mais do que passar de um dia para outro, de uma hora, minuto, segundo para o outro. Mas sim, balanço e reformulo desejos.
De 2006 levo com satisfação a minha iniciação como voluntária dos Médicos do Mundo, como um fardo, que (ainda) não consigo aliviar ,a tese que não sai, com sabedoria o episódio marcante na amizade mais longa, com leveza os sonhos.
E estes sonhos são os meus maiores desejos para 2007. Em 2007 desejo manter a capacidade de sonhar, de levar e trazer outros para a minha terra dos sonhos.
Estes últimos dias são muitos os que se dedicam ao balanço.
As empresas fazem o balanço das contas. Nós próprios fazemos os balanços das contas e quase todos comentam como a prestação da casa está mais alta!
Fazemos contas às boas acções, às más, aos desejos concretizados e aos que transitam para o próximo ano. Acredito, sim, que até aqueles que dizem não fazer o balanço, balançam-se entre pensamentos do sim ou não ao balanço no final de cada ano.
Eu balanço! Balanço ao longo dos dias e não só nestes em particular, até porque passar de ano não é mais do que passar de um dia para outro, de uma hora, minuto, segundo para o outro. Mas sim, balanço e reformulo desejos.
De 2006 levo com satisfação a minha iniciação como voluntária dos Médicos do Mundo, como um fardo, que (ainda) não consigo aliviar ,a tese que não sai, com sabedoria o episódio marcante na amizade mais longa, com leveza os sonhos.
E estes sonhos são os meus maiores desejos para 2007. Em 2007 desejo manter a capacidade de sonhar, de levar e trazer outros para a minha terra dos sonhos.
quarta-feira, dezembro 27, 2006
Trocas e baldrocas
Trocas e Baldrocas
(Edição de Natal)
(Edição de Natal)
O Trocas e Baldrocas resolveu fazer a sua primeira oferta de Natal.
O dia já lá vai, mas a quadra ainda é de festa. O atraso no anúncio prende-se com o factor surpresa que não se quis quebrar.
Directamente do Porto para Angra do Heroísmo (ilha Terceira, Açores) rumou o livro "O meu chapéu cinzento" de Olivier Rolin. A oferta é para o blogger Félix Rodrigues e a escolha prende-se com um capítulo deste livro inteiramente dedicado ao arquipélago açoriano. Calculei que ia gostar!
A filosofia do Trocas e Baldrocas mantém-se: partilhar com os outros algo que imaginemos que irão apreciar. E parece que conseguimos chegar longe!
Ah! Claro que continuamos dispostos a receber!
Boas trocas e muitas baldrocas
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