Sou uma doçura!
Um pouco traquinas também!
Tenho um ronronar delicioso!
E um pelinho muito macio!





É o que me interessa
Daqui desse momento
Do meu olhar pra fora
O mundo é só miragem
A sombra do futuro
A sobra do passado
A sombra uma paisagem
Quem vai virar o jogo
E transformar a perda
Em nossa recompensa
Quando eu olhar pro lado
Eu quero estar cercado
Só de quem me interessa
Às vezes é um instante
A tarde faz silêncio
O vento sopra ao meu favor
Às vezes eu pressinto
E é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Me traz o seu sossego
Atrasa o meu relógio
Acalma a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussura em meu ouvido
Só o que me interessa
A lógica do vento
O caos do pensamento
A paz na solidão
A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição
A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito
Só o que me interessa...
Para ouvir



Creta é a maior de todas as ilhas gregas. Foi berço da mais antiga civilização europeia - os minoicos (2500 AC) e do minotauro (figura da mitologia grega; meio homem, meio touro) . Chania a sua província mais turística. Sorte a nossa que é também a terra da Maria!
Ilha de origem vulcânica. Acredita-se ter sido o berço do antigo continente desaparecido - a Atlândia, que depois de um violento terrramoto submergeu nas águas do mar mediterrâneo. Consequentemente ocorreu também a destruição da civilização minóica, por acção de um tsunami.
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Pra declarar minha saudade
Do tempo em que a alegria dominou meu coração
Eu era bem feliz
Mas desabou a tempestade
Levando um lindo sonho pelas águas da desilusão
Eu fiz uma canção
Pra decalrar minha saudade
Usei sinceridade que
Me dá certeza que você
Quando ouvir O meu cantar,
Vai se lembrar que deixou
Do lado esquerdo do meu peito essa dor
Que tá difícil de curar
Tenho certeza que você
De onde ouvir
Meu soluçar em forma de uma canção
Vai se lembrar que nosso amor é tão bom
E que pra sempre vai durar


As surpresas, as novidades, as novas experiências não terminavam. Neste dia, a diferença foi marcada por um Chá de Panela! Tradição brasileira que antecede o casamento. A noiva é recebida pelas suas amigas num lanche cheio de boa disposição. Não faltam os presentes que revelam quão antiga é a tradição: os utensílios domésticos! Aqueles que a noiva não adivinha dão lugar a fantasias na própria: plumas, pinturas, véu (de papel higiénico) e grinalda (uma bandelete), como manda a tradição! Ficou a faltar a volta ao quarteirão, com a panela em punho e a colher de pau, para anunciar sonoramente o casamento na semana seguinte.
Ainda no mesmo dia conheci a Lagoa Rodrigo de Freitas, um excelente local para a prática de exercício físico. Sete quilómetros e meio de perímetro ajudaram a digerir o tanto consumido até então. Mas mais do que isso, na lagoa relaxa-se através da água, das árvores, das aves. A meio do caminho refrescamo-nos com uma água de côco.
Um dos bairros mais pitorescos do Rio de Janeiro é o de Santa Teresa. Rodeado de “comunidades”, Santa Teresa é um bairro que vai dar a qualquer lado da cidade. As ruas são íngremes e de paralelepípedos já gastos. O eléctrico sobe ao ponto mais alto do bairro, fazendo lembrar o 28, em Lisboa, que vai até à Sé. Mas estamos no Brasil e o sambinha de rua lembra-nos isso mesmo. Santa Teresa é um bairro alternativo, onde vivem artistas e o Ricardo e o Marcelo! Receberam-nos com um verdadeiro manjar. Sem palavras para descrever, espero jamais tirar da minha memória aquele almoço de camarão na moranga, acompanhado de puré de banana da terra e farofa de dendê. Havia também arroz, mas ignorei-o completamente. Sobremesa: petit gâteau de doce de leite, com gelado de tapioca!
Et voilá! Comemos como os deuses! Diria mesmo, que foi das melhores refeições que comi em toda a minha vida! A companhia estava maravilhosa, A banda sonora tocou entre Rodrigo Leão, Marisa Monte e outros artistas de mpb. O Pedro Henrique, gato da casa, fez as honras ronronando e dormindo, como qualquer gato mimalho!
No parque das ruínas de Santa Teresa podemos ver o Rio de Janeiro em 360º. Valeu a pena!
Este dia teve ainda um happy ending, na companhia dos simpáticos primos e, claro está, à volta da mesa! O jantar, pena estar sem vontade de comer, foi um rodízio de comida japonesa!
Definitivamente, uma herança de Portugal no Brasil, foi esta tradição de receber à mesa e com mesa farta!
Jamais, há seis anos atrás, quando formulei o desejo de um dia voltar ao Rio de Janeiro, imaginei concretizá-lo, muito menos nesta especial condição de turista. Foi com um silencioso prazer que voltei a pisar o Pão de Açucar e revi aquela cidade vista do alto, abraçada pelo Cristo, na melhor companhia. Como dizê-lo? Só sentir o privilégio de lá estar, sorrir, fotografar e falar muito baixinho...

No dia seguinte retoma-se o turismo de turista, já depois de algum turismo familiar e gastronómico. Um belo apartamento, que se apresenta com vista para o Cristo que abraça a cidade, será testemunha de um novo lar. O almoço serve-se delicioso e fico a saber que os cariocas comem os bolinhos de bacalhau abertos ao meio e regados de azeite!
Ainda no mesmo dia, o turismo mantém-se essencialmente gastronómico: bobó de camarão! Caseiro! Receita de avó! As melhores, pois então! Com um apontamento lusitano nos sabores do queijo da Serra da Estrela. Esse levei eu!