segunda-feira, abril 19, 2010

domingo, abril 18, 2010

A felicidade exige valentia


"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.


Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.

É saber falar de si mesmo. É ter coragem para
ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

Fernando Pessoa

quinta-feira, abril 08, 2010

O Quase

Numa troca de palavras amigas recebi este presente!

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Luís Fernando Veríssimo

segunda-feira, março 29, 2010

Domingo de Ramos


Pelo primeiro ano no papel de madrinha (ainda que em grau de estágio no momento!) recebi, babada, o meu primeiro "ramo" e ofereci ao pequeno afilhado o seu primeiro presente (quer dizer, primeiro da Páscoa, porque já houve outros primeiros - a primeira tesourinha, o primeiro pijamimnha, o primeiro bonequinho para dormir - e outros primeiros existirão até esta madrinha babada lhe dar as benções do nascimento!!!)

domingo, março 21, 2010

Emocionante

É a letra, o arranjo musical, a voz, tudo junto ou o facto de ter ouvido esta música após um grandioso momento vivido na passada segunda-feira (15 de Março,) que me arrepio sempre que ouço esta versão! Deixo a letra para acompanharem. Creio que o poema é da própria Amália Rodrigues.

Não sei, não sabe ninguém
porque canto fado, neste tom magoado
de dor e de pranto . . .
e neste momento, todo sofrimento
eu sinto que a alma cá dentro se acalma
nos versos que canto
foi deus, que deu luz aos olhos
perfumou as rosas, deu ouro ao sol e prata ao luar
ai, foi deus que me pôs no peito
um rosário de penas que vou desfiando e choro a cantar
e pôs as estrelas no céu
fez o espaço sem fim
deu luto as andorinhas
ai . . .deu-me esta voz a mim
Se canto, não sei porque canto
misto de ternura, saudade, ventura e talvez de amor
mas sei que cantando
sinto o mesmo quando, me vem um desgosto
e o pranto no rosto nos deixa melhor
foi deus, que deu voz ao vento
luz no firmamento
e pôs o azul nas ondas do mar
ai foi deus, que me pôs no peito
um rosário de penas que vou desfiando e choro a cantar
fez o poeta o rouxinol
pôs no campo o alecrim
deu flores à primavera ai
e deu-me esta voz a mim

domingo, março 14, 2010

Seres humanos que nos inspiram

Nelson Rolihlahla Mandela (Madiba para os sul-africanos)

Esteve preso durante 27 anos, sem nunca ter cometido um crime, em prol de uma causa. Na sua exígua sela encontrou num poema uma âncora, que usou como mantra nos momentos em que parecia dificil acreditar no dia seguinte. Uniu um país, ganhou um nobel, entre outros 250 prémios.

Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

William Ernest Henley (1849–1903)


segunda-feira, março 08, 2010

Mulher (em definição)

Mulher-Poesia
que deixa no meu corpo bocados de poema

Mulher-Criança
que desce à minha infância
e me traz adulta

Mulher-Inteira
repartida no meu ser

Mulher-Absoluta
Fonte da minha origem

Manuela Amaral
Amor no feminino, Fora do Texto, 1997 - Coimbra, Portugal

Homenagem às GRANDES MULHERES da MINHA VIDA

Mamã
Tita
Avó "Linda", Avó "dos Lindos"
Neninha
Madrinha
Tia Margarida
BB
Avó Mila, Avó Heloísa
Ângela Escada
Educadora Fátima
Professora Fernanda
Dulce
Sarota, Noa
Mafalda
Cláudia, Cármen
Marta, Bárbara, Sara
Susaninha
La Salete
Sandrinha
Teresa
...................





segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Para cantar quando temos de espantar!!!

A Natureza, o Homem e a Solidariedade

Esta pode ser mais uma daquelas histórias em que não sabemos bem por onde começar: se pelo erro humano, se pela força da Natureza, que trava o erro humano e traz às acções humanas verdadeiras manifestações de solidariedade. Natureza essa a do próprio Humano, que não se vê manifestada a cada desflorestação, mas que sobressai após momentos como os vividos nos últimos dias na ilha da Madeira.
Que a força da solidariedade Humana ajude a trazer o brilho a todos os habitantes da ilha, que este se manifeste nas flores que a caracterizam e permita o atenuar da dor daqueles que tanto perderam com a intempérie.