terça-feira, janeiro 25, 2011

Mozart e a criatividade

A propósito de uma formação de coaching, na qual me envolvi recentemente, tenho ouvido falar da importância de ser criativo. A criatividade abre-noos a portas para novas e outras soluções quando as já experimentadas não resultam mais, quando o cenário muda sem estarmos a contar.
Uns dias depois, num programa de rádio transatlântico diziam que Mozart é uma excelente forma de exercitar o "músculo" (sim, é como um músculo que se treina!) da criatividade.
Hoje, o pai enviou isto!




De tanto ouvirem, estes senhores tornaram-se excelentes criativos

segunda-feira, janeiro 17, 2011

Entrelaçar

Os amigos são assim, inspiradores dos nossos próprios pensamentos. A Joana enviou, eu "bloguei"!

“Foi então que apareceu a raposa.
- Olá, bom dia! - disse a raposa.
- Olá, bom dia! - respondeu delicadamente o principezinho que se voltou mas não viu ninguém.
- Estou aqui - disse a voz - debaixo da macieira.
- Quem és tu? - perguntou o principezinho. - És bem bonita...
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Anda brincar comigo - pediu-lhe o principezinho. - Estou tão triste...
- Não posso ir brincar contigo - disse a raposa. - Não estou presa...
(...)
- O que é que "estar preso" quer dizer - disse o principezinho?
(...)
- É a única coisa que toda a gente se esqueceu - disse a raposa. - Quer dizer que se está ligado a alguém, que se criaram laços com alguém.
- Laços?
- Sim, laços - disse a raposa. - Ora vê: por enquanto, para mim, tu não és senão um rapazinho perfeitamente igual a outros cem mil rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto, para ti, eu não sou senão uma raposa igual a outras cem mil raposas. Mas, se tu me prenderes a ti, passamos a precisar um do outro. Passas a ser único no mundo para mim. E, para ti, eu também passo a ser única no mundo...
- Parece-me que estou a começar a perceber – disse o principezinho. – Sabes, há uma certa flor... tenho a impressão que estou preso a ela...
(...) a raposa voltou a insistir na sua ideia:
- Tenho uma vida terrivelmente monótona. Eu, caço galinhas e os homens, caçam-me a mim. As galinhas são todas iguais umas às outras e os homens são todos iguais uns aos outros. Por isso, às vezes, aborreço-me um bocado. Mas, se tu me prenderes a ti, a minha vida fica cheia de sol. Fico a conhecer uns passos diferentes de todos os outros passos. Os outros passos fazem-me fugir para debaixo da terra. Os teus hão-de chamar-me para fora da toca, como uma música. E depois, olha! Estás a ver, ali adiante, aqueles campos de trigo? Eu não como pão e, por isso, o trigo não me serve de nada. Os campos de trigo não me fazem lembrar de nada. E é uma triste coisa! Mas os teus cabelos são da cor do ouro. Então, quando eu estiver presa a ti, vai ser maravilhoso! Como o trigo é dourado, há-de fazer-me lembrar de ti. E hei-de gostar do barulho do vento a bater no trigo...
A raposa calou-se e ficou a olhar durante muito tempo para o principezinho.
- Por favor...Prende-me a ti! - acabou finalmente por dizer.
- Eu bem gostava – respondeu o principezinho – mas não tenho muito tempo. Tenho amigos para descobrir e uma data de coisas para conhecer...
- Só conhecemos as coisas que prendemos a nós – disse a raposa. – Os homens, agora, já não têm tempo para conhecer nada. Compram as coisas já feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não têm amigos. Se queres um amigo, prende-me a ti!
- E o que é que é preciso fazer? - perguntou o principezinho.
- É preciso ter muita paciência. Primeiro, sentas-te um bocadinho afastado de mim, assim, em cima da relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não me dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal entendidos. Mas todos os dias te podes sentar um bocadinho mais perto...
O principezinho voltou no dia seguinte.
- Era melhor teres vindo à mesma hora – disse a raposa. Se vieres, por exemplo, às quatro horas, às três, já eu começo a ser feliz. E quando mais perto for da hora, mais feliz me sentirei. Às quatro em ponto já hei-de estar toda agitada e inquieta: é o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca saberei a que horas é que hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a pô-lo bonito...
(...)
Foi assim que o principezinho prendeu a raposa. E quando chegou a hora da despedida:
- Ai! - exclamou a raposa - ai que me vou pôr a chorar...
- A culpa é tua - disse o principezinho. - Eu bem não queria que te acontecesse mal nenhum, mas tu quiseste que eu te prendesse a mim...
- Pois quis - disse a raposa.
- Mas agora vais-te pôr a chorar! - disse o principezinho.
- Pois vou - disse a raposa.
- Então não ganhaste nada com isso!
- Ai isso é que ganhei! - disse a raposa. - Por causa da cor do trigo...
(...)
- Adeus...
- Adeus - disse a raposa. - Vou-te contar o tal segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...
- O essencial é invisível para os olhos - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Os homens já se esqueceram desta verdade - disse a raposa. - Mas tu não te deves esquecer dela. Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que está preso a ti. Tu és responsável pela tua rosa...
- Sou responsável pela minha rosa... - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.”

Antoine de Saint-Exupéry, in "O Princepezinho", capítulo XXI

sábado, dezembro 18, 2010

O negócio da solidariedade

É Natal! Adoro o Natal! Adoro o crescente espírito ,que emerge em muitas pessoas, de amor pelo próximo, de partilha entre familiares e amigos,.Adoro a pureza de sentimentos que cada um coloca na compra dos presentes.
Nesta época somos também muito solicitados a comprar presentes solidários: são os cachecois solidários, os métodos de arredondamento para fazer crianças felizes, as bonecas rechonchudas que ajudam a adquirir material para instituições públicas... enfim, não faltam os exemplos que chegam até nós através de uma publicidade mais ou menos agressviva. Apelam de tal forma que tenho a certeza que, muitos de nós, sentimos até "ser pessoas menos boas" se não contribuirmos. Certo até determinada medida. 
Vejamos: em cada compra solidário que fazemos contribuímos com o respectivo IVA para o Estado que nos (des)governa. Bom, até neste ponto, nos tempos que correm, estaremos com toda a certeza a exercer um elevado acto de solidadiredade. Mas há mais. Sim! Em cada compra, quem vende tem o seu lucro e ainda "fica bonito na fotografia "ao enviar algum do seu lucro para actividades de solidariedade social. Melhor negócio quando revisto os impostos estas acções revertem a favor de quem praticou tão digno acto: entenda-se a grande cadeia comercial e não o comum consumidor que, como  seu coração solidário, contribui para uma grande rede do negócio da solidariedade.
Permitam-me acrescentar que sou completamente a favor da solidariedade, promotora da mesma e praticamnte também. Permitam-me sugerir: sejam directamente soidários com as instituições. Peçam recibo e revertem a favor dos vossos impostos também. Sem intermidiários neste negócio do bem fazer!

domingo, dezembro 12, 2010

Exemplos que servem

Eu que me inspiro nos exemplos dos outros para ultrapassar desafios, o mais que posso é desejar é que os meus passos, os meus erros, os meus actos sirvam também! Que eles sirvam de exemplo a quem me rodeia, que sirvam de protecção, de aprendizagem através de mim.

terça-feira, dezembro 07, 2010

Reflexão

To choose doubt as a philosophy of life is akin to choosing immobility as a means of transportation
Yann Martel (Life of Pi)

domingo, novembro 28, 2010

Humm...fiquei intrigada!...

Somos humanos à procura da espiritualidade ou seres espirituais a viver uma experiência humana?! 

Filosófico, hein?! Vamos vivendo à procura da resposta!

segunda-feira, novembro 22, 2010

Please answer!!

What if no one is misbehaving including you?!

                                                                             Alison Armstrong

sábado, novembro 20, 2010

O valor das coisas...

"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem
Por isso existem momentos inesquecíveis,
coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis"

Fernando Pessoa

segunda-feira, novembro 15, 2010

Felicidade Interna Bruta - FIB

Ainda a propósito da crise nacional, mundial, planetária, galáctica... enfim, finalmente começa vir a público um conjunto de preocupações relacionadas com a felicidade do ser humano.
Haja crise!!

O governo inglês pondera incluir nas suas variáveis demográficas a medição da FIB



quarta-feira, novembro 03, 2010

Ser Feliz - o lado positivo da "Crise"

Dizem os peritos em matéria de filosofia que tudo é dual, tudo tem duas (ou até às vezes mais!) visões: uma que pode ser negativa e, porque sou das que deixam o melhor para o fim (!), outra seguramente positiva.

Acredito que nos últimos dias, milhares de portugueses se questionam o que de positivo encontrar neste momento de "Crise". Tenho a certeza que, se cada um de nós procurar bem, todos os dias encontraremos pontos positivos, de celebração e agradecimento.

Entre esses pontos, destaco para o dia de hoje: 

  • O sol outonal - esteve bonito, agora que as a´árvores já estão no seu tom amarelo, laranja, vermelho
  • Saber que a D. Idalina está satisfeita com as refeições da Cruz Vermelha, tem mais força para usar o seu andarilho, aprecia os pozinhos que acrescenta à sopa e até está com menos náuseas
  • Apesar do cansaço permiti-me apreciar mais aula de Pilates
  • Comprei 2 peças de roupa nova - o que também significa que vou oferecer duas peças de roupa menos usada a alguém!
  • Jantei a ver este programa, que sugiro a todos. Basta clicar no link

domingo, outubro 24, 2010

Um homem Inteligente Falando das Mulheres

O desrespeito à natureza tem afectado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está a fêmea da espécie humana.
Tenho apenas um exemplar em casa,que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém. Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem as Mulheres!'
Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da feminilidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:

Habitat
Mulher não pode ser mantida em cativeiro. Se for engaiolada, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que as prenda e as que se submetem à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá a posse de uma mulher, o que vai prendê-la a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente.

Alimentação correta
Ninguém vive de vento. Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro. Beijos matinais e um 'eu te amo' no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não a deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial.

Flores
Também fazem parte de seu cardápio - mulher que não recebe flores murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.

Respeite a natureza
Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação? Se quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso.

Não tolha a sua vaidade
É da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o dia inteiro no salão de beleza, coleccionar brincos, comprar muitos sapatos, ficar horas escolhendo roupas no shopping. Entenda tudo isso e apoie.

Cérebro feminino não é um mito
Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente o aposentaram!). Então, aguente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objecto de decoração. Se você se cansou de coleccionar bibelôs, tente se relacionar com uma mulher. Algumas vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens, a inteligência não funciona como repelente para as mulheres.

Não faça sombra sobre ela
Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.

Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo.

É, meu amigo, se você acha que mulher é caro demais, vire gay.
Só tem mulher quem pode! 


Luiz Fernando Veríssimo.