Cá estão eles: o 3 e o 9, que se juntam para formar o 39! Já cá estão há uns dias, contudo sejam as ocupações do dia a dia, as distracções dos mesmos dias, a preguiça dos momentos ou o ócio de tantas ocupações, seja o que for, hoje escrevo sobre o 39!
Podia escolher muitos lugares comuns sobre o 39, mas a vida comum não me rotina. Escolho as 39 dedicatórias que me ofereceram de presente 39 amigos queridos, movidos pela irmã mais amiga do mundo.
Começa assim o culminar dos 39 que são só meus:
segunda-feira, junho 02, 2014
sexta-feira, maio 30, 2014
Recomeçar
Recomeçava! Hoje recomeçava o dia! Acordava uns 10 minutos mais cedo. Arranjava-me com outra ligeireza. Teria limpo a areia dos gatos logo pela manhã e levado o lixo para baixo. Saía e chegava a horas. Bem disposta, arejada, pronta para participar antes do intervalo da manhã. Participava de outra forma depois do pingo do meio da manhã. Ouvia mais, diria menos.
Valeu-me o almoço de sopa de alface entre reflexões, a quiche de vegetais entre risos, o café relaxado entre duas bolachas de chocolate.
Redimi-me na tarde. Desejei para o novo grupo de trabalho o interlocutor chave do aceso debate matinal e, como não há coincidências, ambos fomos presenteados com a parceria que nos permitiu o trato respeitoso, cordial e de trabalho de equipa. Valeu-me a tarde, que a manhã não poderia recomeçar.
Valeu-me o almoço de sopa de alface entre reflexões, a quiche de vegetais entre risos, o café relaxado entre duas bolachas de chocolate.
Redimi-me na tarde. Desejei para o novo grupo de trabalho o interlocutor chave do aceso debate matinal e, como não há coincidências, ambos fomos presenteados com a parceria que nos permitiu o trato respeitoso, cordial e de trabalho de equipa. Valeu-me a tarde, que a manhã não poderia recomeçar.
quarta-feira, maio 28, 2014
O que uma nutricionista aprende: abatanado!
Que estamos sempre a aprender é uma permissa diária! E uma das aprendizagens de ontem, entre outras, foi o siginificado da palavra abatanado. Nunca tinha ouvido uma pessoa referir-se a um café duplo como sendo um abatanado! Agora já sei: café em chávena de chá é abatanado!Pessoalmente é muito! Fico-me pelo curto!
segunda-feira, maio 26, 2014
terça-feira, maio 13, 2014
Em mim!
Ensinou-me o professor das palavras escritas a não ser banal na sua escolha e combinação. Ensinou-me também que as palavras devem despertar a emoção de quem as escreve em quem as lê.
Em mim estou hoje assim! De braços abertos para aumentar a amplitude do coração. De olhos que se viram para dentro para terem um sorriso mais rasgado! Dei a forma do coração à boca para que as palavras ditas sejam apaixonadas! E vou rodear-me das flores que são os meus amigos! E da Natureza que é o meu mundo!
domingo, maio 11, 2014
Insight do desafio
Tem que ser melhor naquilo que faz aquele que ainda não alcançou o desejado do que aquele que já o fez!
sábado, maio 03, 2014
Oslo
Uma cidade e logo ao seu lado uma
grande floresta! É como ter o Gerês no fim da linha 4 do metro ou os Açores no fim da linha 6! Uma cidade pacata, limpa e bela! Haverá outras a uns quilómetros daqui! E floresta, muita floresta! E costa, uma recortada orla costeira pintalgada de aldeias de gente simpática. E fui recebida com um verão na primavera e um dia de inverno, que para os de cá será primaveril. Recomendável!
grande floresta! É como ter o Gerês no fim da linha 4 do metro ou os Açores no fim da linha 6! Uma cidade pacata, limpa e bela! Haverá outras a uns quilómetros daqui! E floresta, muita floresta! E costa, uma recortada orla costeira pintalgada de aldeias de gente simpática. E fui recebida com um verão na primavera e um dia de inverno, que para os de cá será primaveril. Recomendável!
sexta-feira, maio 02, 2014
Este não é um blog de viagens
Pois não é! O que parece é que o meu espaço mental para a escrita surge entre viagens! Não será assim com toda a certeza, mas facto é que as viagens são um dos meus principais interesses e a vida corre muito nos dias dos meus outros interesses e obrigações. E lá vou eu de novo passar um dia entre aeroportos. Reflexões com vista para aviões.
sábado, março 08, 2014
sexta-feira, fevereiro 21, 2014
Está quase: antes da partida #4
O escasso contacto que tive com a cultura chinesa deixou vontade para mais! Vi mais do que dois aeroportos. Observei as pessoas que cruzaram o meu caminho. Acredito que quando fizer uma visita à China já estarei mais preparada para o que me pareceu um comum tirar dos sapatos para descansar, a sonoridade do acto de comer e, para mim o mais impressionante, a frequente higiene nasal detalhada e observada!
Estava já na penúltima etapa de voo até ao meu destino. Esta era curta, cerca de duas horas ate Guangzhou, já chamada de Cantão.
Chegada a Guangzhou havia que passar de novo por formalidades fronteiriças. O voo seguinte já me faria chegar a Phnom Penh! Iei!! Mas se não tive uma entrada imediata na China, a saída foi idêntica. Também não foi imediata. Não cheguei a perceber as duvidas do Sr do posto de controlo dos passaportes. Eram dúvidas em chinês! O Sr recebeu o meu passaporte e olhou. Voltou a olhar e olhou de novo. Comecei a sentir a demora dos segundos e depois de alguns minutos. Não sabia se seria melhor esboçar um sorriso para me demonstrar amigável. Tentei. Não resultou. Tentei de seguida parecer neutra e descontraída. Não resultou. Má performance da minha parente, com toda a certeza. Atrevi-me a perguntar se podia ajudar em algum esclarecimento. Sou uma atrevida envergonhada. Falei tão baixinho o Sr estava tão concentrado nas suas dúvidas que não me ligou nenhuma. Estive nisto uns minutos e lá tive ordem para sair da China. Hei-de voltar!
Em Guangzhou a passagem foi curta mas digna de boa nota. A dimensão da distância ficou mais curta quando vieram ao meu encontro uns sorridentes olhos azuis numa pequena moldura de cabelos loiros livres. Mais uma companheira de viagem, que ficou logo amiga por ser cunhada de uma das mais admiradas colegas e amigas de profissão. E é assim que, de outro lado do meu mundo, o mundo continua a ser meu!
Com esta nova amiga estavam mais 3. Passamos então a ser seis nesta etapa final. Outros seis encontraria no destino.
Estávamos todos animados. Quase todos! O meu companheiro manifestou em surdina alguma apreensão ao perceber que poderia estar numa viagem no feminino. Sorte a tua, comentei!
E lá começamos a partilhar as etapas já percorridas até aquele momento, as horas a que tínhamos saído das nossas casas, que episódios tínhamos tido até ao momento e, claro, as expectativas do que nos esperava!
Estava já na penúltima etapa de voo até ao meu destino. Esta era curta, cerca de duas horas ate Guangzhou, já chamada de Cantão.
Chegada a Guangzhou havia que passar de novo por formalidades fronteiriças. O voo seguinte já me faria chegar a Phnom Penh! Iei!! Mas se não tive uma entrada imediata na China, a saída foi idêntica. Também não foi imediata. Não cheguei a perceber as duvidas do Sr do posto de controlo dos passaportes. Eram dúvidas em chinês! O Sr recebeu o meu passaporte e olhou. Voltou a olhar e olhou de novo. Comecei a sentir a demora dos segundos e depois de alguns minutos. Não sabia se seria melhor esboçar um sorriso para me demonstrar amigável. Tentei. Não resultou. Tentei de seguida parecer neutra e descontraída. Não resultou. Má performance da minha parente, com toda a certeza. Atrevi-me a perguntar se podia ajudar em algum esclarecimento. Sou uma atrevida envergonhada. Falei tão baixinho o Sr estava tão concentrado nas suas dúvidas que não me ligou nenhuma. Estive nisto uns minutos e lá tive ordem para sair da China. Hei-de voltar!
Em Guangzhou a passagem foi curta mas digna de boa nota. A dimensão da distância ficou mais curta quando vieram ao meu encontro uns sorridentes olhos azuis numa pequena moldura de cabelos loiros livres. Mais uma companheira de viagem, que ficou logo amiga por ser cunhada de uma das mais admiradas colegas e amigas de profissão. E é assim que, de outro lado do meu mundo, o mundo continua a ser meu!
Com esta nova amiga estavam mais 3. Passamos então a ser seis nesta etapa final. Outros seis encontraria no destino.
Estávamos todos animados. Quase todos! O meu companheiro manifestou em surdina alguma apreensão ao perceber que poderia estar numa viagem no feminino. Sorte a tua, comentei!
E lá começamos a partilhar as etapas já percorridas até aquele momento, as horas a que tínhamos saído das nossas casas, que episódios tínhamos tido até ao momento e, claro, as expectativas do que nos esperava!
quarta-feira, fevereiro 05, 2014
Mais uma pausa, antes da partida #3
Aterrada em Pequim, passei às formalidades. Sair do avião, sair da área internacional, entrar em Pequim, check in, mais uma partida para Guangzhou, antes da etapa final. Mas vamos por partes, já que não foi tudo assim tão sem acontecimentos dignos de nota.
Estava encantada por estar na China, por estar em Pequim. Não ia sair do aeroporto por ter apenas 4h30 de escala, mas estava encantada na mesma e tinha direito a um carimbo no passaporte. Não é fácil perceber dentro de nós, e muito menos fácil explicar para o exterior, como um carimbo num livrinho de papel que por lei não nos pertence pode deixar-nos assim entusiasmados. Deve ser "alimento" para a nossa criança interior. Só pode! Não exteriorizo muito, mas sim, folheio o passaporte e vejo os carimbos todos desordenados nas folhas e sorrio! Ah, mas isso são as lembranças dos locais que os carimbos representam!
Na área internacional do aeroporto de Pequim não me queriam deixar entrar no país. Olhavam para a minha rota de viagem e não deviam perceber nada, já que estava em português. Como eu não tinha visto para ficar no país, nem cartão de embarque para sair dali para fora mandaram-me para um canto. Eu e mais um casal que já lá estava e outro europeu, que afirmava que queria mesmo era ir para as Filipinas, e mais outro e outro e fomos-nos amontoando. Estava tranquila! Éramos vários naquela situação, por isso, tudo se iria resolver. E eu não estava propriamente com pressa. Os meus companheiros, o de viagem e o de etapa, é que já estavam mesmo na China. Entretanto, veio um agente da autoridade chinesa - lembrei-me do sr detido dentro do avião - que começou a organizar o amontoado de pessoas que não tinham conseguido passar a fronteira. Chegou a minha vez e mostrei as evidências que tinha que o meu destino final era Phenom Penh. Só depois de me deixarem passar, de fazer o check in e obter o cartão de embarque teria provas mais evidentes que de não iria ficar ali, pelo menos nesta viagem! Era preciso tirar o rabo da boca desta pescadinha! Lá fomos todos!
E eu fui dormir para um banco do aeroporto. Não tinha cérebro que acompanhasse as leituras desejadas e não havia nada de interessante por ali.
Mal nos foi possível fizemos (eu e o companheiro de viagem) o check in e entramos de novo. Estávamos agora na área de voos asiáticos e foi uma decepção porque o aeroporto de Pequim está organizado de uma tal forma que não permite aos viajantes em trânsito verem o que quer que seja de interessante. Não tínhamos nada para ver, nem para comer e ainda faltavam umas 2 h para embarcar de novo. Partilhei o que tinha com o meu companheiro de viagem. Não tinha rede móvel, nem wi fi. Estávamos numa sala de embarque com outros passageiros e vimos todos a embarcarem. Uns foram para o o Japão (não me lembro da cidade, mas o nome devia ser japonês), outros (a maioria) para as Filipinas e nós e uns pouco mais fomos os últimos a ir para Guangzhou. Entretive-me de várias formas! Uma das brincadeiras foi procurar ver de onde era cada pessoa. Devo ter dado várias vezes nas vistas a torcer a minha cabeça para procurar a origem no passaporte de cada pessoa. De onde é este? E aquela? Humm, este parece ser de... será? O meu companheiro de viagem apostou que um casal, nos seus 50 anos, seria do Cambodja e estaria emigrado em França. Fazia sentido. Pareciam do Cambodja nas suas faces asiáticas em pele bastante morena, tipo indianos. E ele tinha conseguido ver o passaporte francês. Criei-lhes uma história de vida! Passaram a ser para mim pessoas de sucesso, com vida simples, em França, nos arredores de Paris (ai o meu portuguesismo!), depois de terem conseguido sair de um país massacrado.
Entretanto embarcamos! Ah, mas connosco foi uma figura importante. Sabe-se lá quem era, exigia comitiva, exigia que a fila de embarque parasse para que "sua figura importante e comitiva" passassem à frente e exigia primeira classe, claro está!
Estava encantada por estar na China, por estar em Pequim. Não ia sair do aeroporto por ter apenas 4h30 de escala, mas estava encantada na mesma e tinha direito a um carimbo no passaporte. Não é fácil perceber dentro de nós, e muito menos fácil explicar para o exterior, como um carimbo num livrinho de papel que por lei não nos pertence pode deixar-nos assim entusiasmados. Deve ser "alimento" para a nossa criança interior. Só pode! Não exteriorizo muito, mas sim, folheio o passaporte e vejo os carimbos todos desordenados nas folhas e sorrio! Ah, mas isso são as lembranças dos locais que os carimbos representam!
Na área internacional do aeroporto de Pequim não me queriam deixar entrar no país. Olhavam para a minha rota de viagem e não deviam perceber nada, já que estava em português. Como eu não tinha visto para ficar no país, nem cartão de embarque para sair dali para fora mandaram-me para um canto. Eu e mais um casal que já lá estava e outro europeu, que afirmava que queria mesmo era ir para as Filipinas, e mais outro e outro e fomos-nos amontoando. Estava tranquila! Éramos vários naquela situação, por isso, tudo se iria resolver. E eu não estava propriamente com pressa. Os meus companheiros, o de viagem e o de etapa, é que já estavam mesmo na China. Entretanto, veio um agente da autoridade chinesa - lembrei-me do sr detido dentro do avião - que começou a organizar o amontoado de pessoas que não tinham conseguido passar a fronteira. Chegou a minha vez e mostrei as evidências que tinha que o meu destino final era Phenom Penh. Só depois de me deixarem passar, de fazer o check in e obter o cartão de embarque teria provas mais evidentes que de não iria ficar ali, pelo menos nesta viagem! Era preciso tirar o rabo da boca desta pescadinha! Lá fomos todos!
E eu fui dormir para um banco do aeroporto. Não tinha cérebro que acompanhasse as leituras desejadas e não havia nada de interessante por ali.
Mal nos foi possível fizemos (eu e o companheiro de viagem) o check in e entramos de novo. Estávamos agora na área de voos asiáticos e foi uma decepção porque o aeroporto de Pequim está organizado de uma tal forma que não permite aos viajantes em trânsito verem o que quer que seja de interessante. Não tínhamos nada para ver, nem para comer e ainda faltavam umas 2 h para embarcar de novo. Partilhei o que tinha com o meu companheiro de viagem. Não tinha rede móvel, nem wi fi. Estávamos numa sala de embarque com outros passageiros e vimos todos a embarcarem. Uns foram para o o Japão (não me lembro da cidade, mas o nome devia ser japonês), outros (a maioria) para as Filipinas e nós e uns pouco mais fomos os últimos a ir para Guangzhou. Entretive-me de várias formas! Uma das brincadeiras foi procurar ver de onde era cada pessoa. Devo ter dado várias vezes nas vistas a torcer a minha cabeça para procurar a origem no passaporte de cada pessoa. De onde é este? E aquela? Humm, este parece ser de... será? O meu companheiro de viagem apostou que um casal, nos seus 50 anos, seria do Cambodja e estaria emigrado em França. Fazia sentido. Pareciam do Cambodja nas suas faces asiáticas em pele bastante morena, tipo indianos. E ele tinha conseguido ver o passaporte francês. Criei-lhes uma história de vida! Passaram a ser para mim pessoas de sucesso, com vida simples, em França, nos arredores de Paris (ai o meu portuguesismo!), depois de terem conseguido sair de um país massacrado.
Entretanto embarcamos! Ah, mas connosco foi uma figura importante. Sabe-se lá quem era, exigia comitiva, exigia que a fila de embarque parasse para que "sua figura importante e comitiva" passassem à frente e exigia primeira classe, claro está!
sábado, fevereiro 01, 2014
"Aqueles que passam por nós não nos deixam sós. Deixam um bocadinho deles, levam um bocadinho de nós", Antoine de Saint-Exupéry
E lá foi! Já era mais do que tempo para ir. Há muito que desejava e (des)esperava. Merece ir, merece estar lá, aproveitar os dias novos que se lhe apresentam.
E antes disto passou por mim, passou uns bons anos. E não me deixou só, nunca me deixou só! Passou e deixou-me palavras e bons silêncios, ouvidos, almoços, lanches e jantares e cafezinhos, chazinhos, bolachinhas, compotas e marmeladas com resumos de fim de semana, de dias anteriores e programas para próximos dias.E deixou-me pêlo de gatas! Deixou-me bons autores e bons passeios! E deixou-me agulhas e fios e tricots!
E levou-me outro tanto com outras ideias, visões e até alucinações!
sábado, janeiro 25, 2014
Até Pequim com o Shane de Norwich, partida #2
Vamos lá que este ainda não é o destino final! (mas só de saber que ia estar umas horas em Pequim fiquei com muita vontade de "espreitar"...vai para a lista!)
Fui-me deixando para o fim da fila no embarque apenas para observar quem passava. Lá estava o suspeito companheiro de viagem, agora na companhia de um outro! Já são dois, pensei! Até doze ainda faltam 9 (eu também conto!). Estava enganada...
E por me ter deixado para o fim da fila não tinha onde colocar a mochila da cabine! O avião era grande, as pessoas muitas e já estava muita coisa guardada e eu não ia chegar à bagaceira superior! Uma suposta simpática assistente de bordo prontificou-se a fazer de conta que me iria ajudar! Com um sorriso rasgado sugeriu-me que optasse por deixar a mochila mais para a frente em relação ao local onde me iria sentar - sempre era em caminho para quando fosse hora de sair do avião, umas 10h depois daquele momento! Lá fui enquanto olhava para as bagageiras superiores à procura de lugar para a mochila e a pensar comigo própria: "como é que eu vou lá chegar?" Lá surgiu um espaço para colocar a mochila e nesse momento percebi que as assistentes de bordo fazem questão de demonstrar que não estão ali para nos ajudar a colocar mochilas nas bagageiras. Uma outra assistente apontou o lugar e nada mais! E lá me estiquei. Bicos de pés, estica barriga, levanta braços com uma mochila que deveria estar a pesar uns 4 kg (mais coisa, menos coisa), equilibra, desequilibra, tende para trás, abdominal puxa-me para a frente e lá sinto um empurrão vindo não sei bem de onde, que enfia a mochila no seu lugar! Figurinha...
Volto para o meu lugar e fico mesmo sentada entre o suspeito nº 1 e o suspeito nº 2. Coincidências ou talvez não! Trava-se aí a primeira troca de palavras:
- Vais para Phnom Penh, certo? - perguntou o suspeito nº 1, que passaria nesse momento a ser o primeiro companheiro da viagem.
- Sim, respondi. Faço parte do grupo da passagem de ano da Nomad. Claro que já não me lembro se foram exatamente estas as palavras que trocamos, mas foram nesta linha de pensamento.
- Olha esse é o Shane! Fica à vontade com ele. O rapaz é simpático. Travou conversa comigo aqui em Amesterdão. Vai para Pequim.
Ah, ok! Afinal, o 2º suspeito era um companheiro de etapa e não um companheiro de viagem.
- Hello Shane! My name is Tânia.
- Hi Tânia. Pleased to meet you. I'm Shane, from Norwich.
E dei por mim a pensar na criação de canários do meu pai. Não disse nada sobre os canários, porque naquela primeira troca de palavras percebi que Shane teria assunto para toda a viagem! Seriam 9h30 de voo.
E Shane teve mesmo reportório para todo o caminho (no ar não se deve usar a expressão "caminho"). Contou-me como conheceu a sua namorada chinesa, que teria ido estudar para Norwich. Tinha origem numa província da China perto da fronteira com a Coreia do Norte e pertencia a uma família muito tradicional. Como tal, a família não aceitava este namoro. O seu pai dizia mesmo que nem que o Shane aprendesse a falar chinês (e o pai dizia isto por saber da baixa probabilidade de tal acontecer) consentiria o namoro entre os dois. Como o pai da namorada do Shane (não soube o nome dela) pertencia à polícia, a namorada teve que marcar estadia em hotéis fictícios para que ninguém desconfiasse dos encontros entre os dois. Seriam três semanas de férias clandestinas, à revelia da família. Seria uma história de amor, se o próprio Shane não a desacreditasse logo à partida. Não acreditava naquela relação e, segundo ele, o mais provável seria terminar a relação no fim da viagem. Perdi interesse na estória naquele momento.
Mas Shane era figura! Por vezes certificou-se se eu estaria mesmo a dormir...deixaria de estar nesses momentos! Encomendou o menu do comandante. Não sabia que o comandante tinha um menu especial e muito menos que poderia ser encomendado online por 20 euros. Não aprecio este tipo de diferenças entre pessoas. Espreitei curiosa para perceber o que o compunha: sushi e sashimi de entradas, uma carne estufada de prato principal, fruta e doce de sobremesa e um espumante! Eu fiquei bem com o meu jantar, mas não me recordo o que era. O cérebro estava em modo de repouso e só gravou o seria diferente do habitual, ainda que tivesse comido uma refeição chinesa.
Chegados a Pequim, como acontece quando um voo chega a algum lugar, e se calhar um bocadinho mais em voos tão loooonnnggooooooossss estávamos todos ansiosos por sair daquele avião, de esticar as pernas, de tratar da burocracia para a próxima etapa. Mas as portas não abriam. Esperava sem pensar em nada em particular, quando um polícia chinês vem em "contra-maré" avião adentro. Falava falava e só alguns o estariam a entender. O cansaço lentificava-me o raciocínio e prolongava até o tempo de reação à admiração daquele momento. O polícia apontava, falava chinês e queria que alguém lhe desse algo, assim imaginei pelos gestos que fazia. Um sr, que esteve a viagem toda sentado ao lado do meu companheiro de viagem, entregou-lhe o passaporte. O polícia leu o passaporte e gesticulou (falou também mas de nada me valia prestar atenção às palavras) indicando que esse sr o acompanhasse. Não tendo capacidade de perceber o que quer que fosse do que diziam, devo ter acordado nesse momento de tensão dentro do avião e deixei-me atenta à linguagem corporal de ambos. O polícia mostrava bem a autoridade. Era um polícia alto para a média do observado nos chineses, de ombros largos, com voz alta e firme. O sr que o teria de acompanhar ficou nesse momento mais pequeno do que a média dos chineses, baixou a cabeça e senti que desejou que ninguém lhe visse a cara, que estava tão vermelha, que se lhe percebia o calor e o acelerar do coração. O que teria feito? O que lhe ira acontecer?!
Saímos depois nós, rumo à burocracia, mais umas horas de espera até à próxima etapa.
Fui-me deixando para o fim da fila no embarque apenas para observar quem passava. Lá estava o suspeito companheiro de viagem, agora na companhia de um outro! Já são dois, pensei! Até doze ainda faltam 9 (eu também conto!). Estava enganada...
E por me ter deixado para o fim da fila não tinha onde colocar a mochila da cabine! O avião era grande, as pessoas muitas e já estava muita coisa guardada e eu não ia chegar à bagaceira superior! Uma suposta simpática assistente de bordo prontificou-se a fazer de conta que me iria ajudar! Com um sorriso rasgado sugeriu-me que optasse por deixar a mochila mais para a frente em relação ao local onde me iria sentar - sempre era em caminho para quando fosse hora de sair do avião, umas 10h depois daquele momento! Lá fui enquanto olhava para as bagageiras superiores à procura de lugar para a mochila e a pensar comigo própria: "como é que eu vou lá chegar?" Lá surgiu um espaço para colocar a mochila e nesse momento percebi que as assistentes de bordo fazem questão de demonstrar que não estão ali para nos ajudar a colocar mochilas nas bagageiras. Uma outra assistente apontou o lugar e nada mais! E lá me estiquei. Bicos de pés, estica barriga, levanta braços com uma mochila que deveria estar a pesar uns 4 kg (mais coisa, menos coisa), equilibra, desequilibra, tende para trás, abdominal puxa-me para a frente e lá sinto um empurrão vindo não sei bem de onde, que enfia a mochila no seu lugar! Figurinha...
Volto para o meu lugar e fico mesmo sentada entre o suspeito nº 1 e o suspeito nº 2. Coincidências ou talvez não! Trava-se aí a primeira troca de palavras:
- Vais para Phnom Penh, certo? - perguntou o suspeito nº 1, que passaria nesse momento a ser o primeiro companheiro da viagem.
- Sim, respondi. Faço parte do grupo da passagem de ano da Nomad. Claro que já não me lembro se foram exatamente estas as palavras que trocamos, mas foram nesta linha de pensamento.
- Olha esse é o Shane! Fica à vontade com ele. O rapaz é simpático. Travou conversa comigo aqui em Amesterdão. Vai para Pequim.
Ah, ok! Afinal, o 2º suspeito era um companheiro de etapa e não um companheiro de viagem.
- Hello Shane! My name is Tânia.
- Hi Tânia. Pleased to meet you. I'm Shane, from Norwich.
E dei por mim a pensar na criação de canários do meu pai. Não disse nada sobre os canários, porque naquela primeira troca de palavras percebi que Shane teria assunto para toda a viagem! Seriam 9h30 de voo.
E Shane teve mesmo reportório para todo o caminho (no ar não se deve usar a expressão "caminho"). Contou-me como conheceu a sua namorada chinesa, que teria ido estudar para Norwich. Tinha origem numa província da China perto da fronteira com a Coreia do Norte e pertencia a uma família muito tradicional. Como tal, a família não aceitava este namoro. O seu pai dizia mesmo que nem que o Shane aprendesse a falar chinês (e o pai dizia isto por saber da baixa probabilidade de tal acontecer) consentiria o namoro entre os dois. Como o pai da namorada do Shane (não soube o nome dela) pertencia à polícia, a namorada teve que marcar estadia em hotéis fictícios para que ninguém desconfiasse dos encontros entre os dois. Seriam três semanas de férias clandestinas, à revelia da família. Seria uma história de amor, se o próprio Shane não a desacreditasse logo à partida. Não acreditava naquela relação e, segundo ele, o mais provável seria terminar a relação no fim da viagem. Perdi interesse na estória naquele momento.
Mas Shane era figura! Por vezes certificou-se se eu estaria mesmo a dormir...deixaria de estar nesses momentos! Encomendou o menu do comandante. Não sabia que o comandante tinha um menu especial e muito menos que poderia ser encomendado online por 20 euros. Não aprecio este tipo de diferenças entre pessoas. Espreitei curiosa para perceber o que o compunha: sushi e sashimi de entradas, uma carne estufada de prato principal, fruta e doce de sobremesa e um espumante! Eu fiquei bem com o meu jantar, mas não me recordo o que era. O cérebro estava em modo de repouso e só gravou o seria diferente do habitual, ainda que tivesse comido uma refeição chinesa.
Chegados a Pequim, como acontece quando um voo chega a algum lugar, e se calhar um bocadinho mais em voos tão loooonnnggooooooossss estávamos todos ansiosos por sair daquele avião, de esticar as pernas, de tratar da burocracia para a próxima etapa. Mas as portas não abriam. Esperava sem pensar em nada em particular, quando um polícia chinês vem em "contra-maré" avião adentro. Falava falava e só alguns o estariam a entender. O cansaço lentificava-me o raciocínio e prolongava até o tempo de reação à admiração daquele momento. O polícia apontava, falava chinês e queria que alguém lhe desse algo, assim imaginei pelos gestos que fazia. Um sr, que esteve a viagem toda sentado ao lado do meu companheiro de viagem, entregou-lhe o passaporte. O polícia leu o passaporte e gesticulou (falou também mas de nada me valia prestar atenção às palavras) indicando que esse sr o acompanhasse. Não tendo capacidade de perceber o que quer que fosse do que diziam, devo ter acordado nesse momento de tensão dentro do avião e deixei-me atenta à linguagem corporal de ambos. O polícia mostrava bem a autoridade. Era um polícia alto para a média do observado nos chineses, de ombros largos, com voz alta e firme. O sr que o teria de acompanhar ficou nesse momento mais pequeno do que a média dos chineses, baixou a cabeça e senti que desejou que ninguém lhe visse a cara, que estava tão vermelha, que se lhe percebia o calor e o acelerar do coração. O que teria feito? O que lhe ira acontecer?!
Saímos depois nós, rumo à burocracia, mais umas horas de espera até à próxima etapa.
domingo, janeiro 19, 2014
Antes da partida #2, um dia em Schiphol
Entre a partida #1 e a partida #2 há um gap de 7h30 em Schiphol, o aeroporto de Amesterdão.
Cheguei com tanto, tanto sono a Amesterdão! Uns dias antes, acreditava que iria sair para a cidade!...
O que melhor me lembro foi de ter encontrado um oásis. Um espaço de descanso com cadeiras reclináveis (já que as colocaram lá poderiam ter optado por umas que permitissem levantar as pernas!), oliveiras, som de água a cair, passarinhos a cantar. Avistei uma cadeira livre! Fui! Não queria ficar no chão, como já tinha acontecido em Lisboa!
Dormi umas duas horas! No momento não me pareceu muito confortável e o sono não foi muito profundo. Mas hoje, já com uns dias de distância, percebo que foi uma dádiva de descanso!
Entretanto, acordei, telefonei aos que me tinham em cuidados, tomei um pequeno-almoço (era já o segundo) e fui passear!
Passeei por Schiphol e não vi tudo! Muito grande o aeroporto. Só depois de algum passeio é que percebi que estava ainda na "Europa". Ainda não me tinha deslocado para a área dos voos intercontinentais! "Bora lá"! Se a "Europa" é deste tamanho, imagino o "shopping" intercontinental!
Mostrei o passaporte e transpus a barreira!
A área intercontinental era muito mais interessante! A começar, a mistura cultural de pessoas, que nos permite reconsiderar-nos e perceber que existem muitas outras formas de ser, de parecer, de viver! Era uma área muito maior! Poderia ir para um hotel, para uma biblioteca, se preferisse poderia fazer uma massagem, ir a uma enoteca, para não falar da diversidade de compras! Escolhi ir para a "sala"! Fui dormir de novo!
Schiphol tem na área intercontinental umas três salas de estar que são elas próprias um descanso. Parece que estamos em casa, com tapete no chão, um piano de cauda, um espaço para "televisão" que faz um jogo de cromático tranquilizante, vários sofás e cadeiras com formatos anatómicos para uma ou duas pessoas. Umas parecem ovos e ficamos completamente lá dentro, outras são "chaise longues", outras parecem "Ss" mas nós encaixamos nelas na perfeição. Fui para um "S". Dormi mais não sei quanto tempo!
Acordei de novo. Almocei. Passeei. Troquei de roupa como que para me enganar que estava de roupa fresca. Falei de novo com a família, mas a internet já pedia euros!
Rapidamente passaram as 7h30 e estava na hora de entrar para o próximo avião. O Jumbo estava à minha espera! Seriam agora 9h30 até Pequim! Sabia que tinha filmes, tinha o meu livro que ainda não tinha conseguido ler e tinha sonooooooo!
Cheguei com tanto, tanto sono a Amesterdão! Uns dias antes, acreditava que iria sair para a cidade!...
O que melhor me lembro foi de ter encontrado um oásis. Um espaço de descanso com cadeiras reclináveis (já que as colocaram lá poderiam ter optado por umas que permitissem levantar as pernas!), oliveiras, som de água a cair, passarinhos a cantar. Avistei uma cadeira livre! Fui! Não queria ficar no chão, como já tinha acontecido em Lisboa!
Dormi umas duas horas! No momento não me pareceu muito confortável e o sono não foi muito profundo. Mas hoje, já com uns dias de distância, percebo que foi uma dádiva de descanso!
Entretanto, acordei, telefonei aos que me tinham em cuidados, tomei um pequeno-almoço (era já o segundo) e fui passear!
Passeei por Schiphol e não vi tudo! Muito grande o aeroporto. Só depois de algum passeio é que percebi que estava ainda na "Europa". Ainda não me tinha deslocado para a área dos voos intercontinentais! "Bora lá"! Se a "Europa" é deste tamanho, imagino o "shopping" intercontinental!
Mostrei o passaporte e transpus a barreira!
A área intercontinental era muito mais interessante! A começar, a mistura cultural de pessoas, que nos permite reconsiderar-nos e perceber que existem muitas outras formas de ser, de parecer, de viver! Era uma área muito maior! Poderia ir para um hotel, para uma biblioteca, se preferisse poderia fazer uma massagem, ir a uma enoteca, para não falar da diversidade de compras! Escolhi ir para a "sala"! Fui dormir de novo!
Schiphol tem na área intercontinental umas três salas de estar que são elas próprias um descanso. Parece que estamos em casa, com tapete no chão, um piano de cauda, um espaço para "televisão" que faz um jogo de cromático tranquilizante, vários sofás e cadeiras com formatos anatómicos para uma ou duas pessoas. Umas parecem ovos e ficamos completamente lá dentro, outras são "chaise longues", outras parecem "Ss" mas nós encaixamos nelas na perfeição. Fui para um "S". Dormi mais não sei quanto tempo!
Acordei de novo. Almocei. Passeei. Troquei de roupa como que para me enganar que estava de roupa fresca. Falei de novo com a família, mas a internet já pedia euros!
Rapidamente passaram as 7h30 e estava na hora de entrar para o próximo avião. O Jumbo estava à minha espera! Seriam agora 9h30 até Pequim! Sabia que tinha filmes, tinha o meu livro que ainda não tinha conseguido ler e tinha sonooooooo!
sábado, janeiro 18, 2014
No auto conhecimento vale o ser, o parecer é batota!
A frase é de Margarida Cordo - Psicóloga Clínica, Psicoterapeuta e Terapeuta Familiar, e foi mencionada no programa Pensamento Cruzado da TSF. Ouvi. Gostei. Registei.
quarta-feira, janeiro 15, 2014
Partida #1
Deixei o Natal em casa e fui!
Tinha quase 48 horas de viagem pela frente! Tinha livros. Tinha alguma comida (ainda tinha os nutri-pensamentos ativos!). Tinha tempo. Não sabia ainda que ia ter tanto sono. Imaginava um desconforto pior do que o que foi vivido.
A viagem começou de comboio: Porto-Lisboa. Tudo como o previsto! Um soninho ligeiro!
O meio de transporte seguinte foi o metro para o aeroporto. Como o previsto, mas com alguma ansiedade. Não gosto de aventuras tardias no metro! Coisas da minha imaginação!
Chegada ao aeroporto sabia que tinha umas 5 horas de espera até à primeira partida aérea. Tinha livros. Tinha comida. Não tinha vontade de ler. Ainda não tinha fome. Se calhar devia ter sono. Não tinha onde me sentar. Sentei-me no chão. Levantei-me. Mudei de lugar. Escolhi outro chão. Fui à casa de banho tirar roupa porque era verão dentro do aeroporto. Vim para um novo chão. E estive nisto umas 3 horas, entretida a observar as posições em que outros procuravam descanso. Imaginava-me pouco confortável em algumas posições. Lembrava-me da minha lombar. Estava no chão!
O chek in abriu e tratei do assunto para poder "entrar", que é o mesmo que dizer - mudar de lugar por mais uma hora e uns trinta minutos. Uma outra ida ao wc e não estão todas aqui descritas. Fiz várias para passar o tempo. Até refiz um pouco a mala, fazendo algumas trocas entre a mala de porão e a bagagem de mão. Um passeio para entreter. Procurei wifi, mas faz-se luxo ainda por cá. Talvez tenha lido, já não me lembro. E voltei a observar os outros, desta feita sentada numa cadeira e com as pernas apoiadas noutra na lateral. Estava torta! E ainda ouvi aquele que apostava ser o primeiro companheiro de aventura. Deixei-me estar.
Embarcamos e voamos. Já estava com sono! Faço um esforço por respeitar o momento de demonstração das medidas de segurança, mas ultimamente tenho dificuldade em estar atenta a todos os detalhes. Não me lembro. Devo ter adormecido.
Tinha quase 48 horas de viagem pela frente! Tinha livros. Tinha alguma comida (ainda tinha os nutri-pensamentos ativos!). Tinha tempo. Não sabia ainda que ia ter tanto sono. Imaginava um desconforto pior do que o que foi vivido.
A viagem começou de comboio: Porto-Lisboa. Tudo como o previsto! Um soninho ligeiro!
O meio de transporte seguinte foi o metro para o aeroporto. Como o previsto, mas com alguma ansiedade. Não gosto de aventuras tardias no metro! Coisas da minha imaginação!
Chegada ao aeroporto sabia que tinha umas 5 horas de espera até à primeira partida aérea. Tinha livros. Tinha comida. Não tinha vontade de ler. Ainda não tinha fome. Se calhar devia ter sono. Não tinha onde me sentar. Sentei-me no chão. Levantei-me. Mudei de lugar. Escolhi outro chão. Fui à casa de banho tirar roupa porque era verão dentro do aeroporto. Vim para um novo chão. E estive nisto umas 3 horas, entretida a observar as posições em que outros procuravam descanso. Imaginava-me pouco confortável em algumas posições. Lembrava-me da minha lombar. Estava no chão!
O chek in abriu e tratei do assunto para poder "entrar", que é o mesmo que dizer - mudar de lugar por mais uma hora e uns trinta minutos. Uma outra ida ao wc e não estão todas aqui descritas. Fiz várias para passar o tempo. Até refiz um pouco a mala, fazendo algumas trocas entre a mala de porão e a bagagem de mão. Um passeio para entreter. Procurei wifi, mas faz-se luxo ainda por cá. Talvez tenha lido, já não me lembro. E voltei a observar os outros, desta feita sentada numa cadeira e com as pernas apoiadas noutra na lateral. Estava torta! E ainda ouvi aquele que apostava ser o primeiro companheiro de aventura. Deixei-me estar.
Embarcamos e voamos. Já estava com sono! Faço um esforço por respeitar o momento de demonstração das medidas de segurança, mas ultimamente tenho dificuldade em estar atenta a todos os detalhes. Não me lembro. Devo ter adormecido.
terça-feira, janeiro 14, 2014
Absorvida
Há experiências que nos deixam essa sensação de sermos completamente sugados por elas! Em bom, pois claro!
Os estímulos são tantos que nos entram pelos olhos e se misturam em imagens no nosso cérebro, a pele sente o calor húmido e sujo que paira no ar, os paladares são estimulantes na sua diferença que aguçam as papilas e os cheiros, ah os cheiros misturam-se entre as especiarias e a gasolina que sai dos tuc tuc, não esquecendo os sons confusos do trânsito caótico misturados com os risos das crianças que procuram encantar o turista.
Tão absorvida que até o sexto sentido se esmagou perante os outros e só agora, assentando e revivendo tudo o que ficou em mim, o desperto para o reviver de uns dias que foram um verdadeiro STOP no meu calendário pessoal. Quantos de nós desejamos tal?! Felizarda por o ter conquistado!
Os estímulos são tantos que nos entram pelos olhos e se misturam em imagens no nosso cérebro, a pele sente o calor húmido e sujo que paira no ar, os paladares são estimulantes na sua diferença que aguçam as papilas e os cheiros, ah os cheiros misturam-se entre as especiarias e a gasolina que sai dos tuc tuc, não esquecendo os sons confusos do trânsito caótico misturados com os risos das crianças que procuram encantar o turista.
Tão absorvida que até o sexto sentido se esmagou perante os outros e só agora, assentando e revivendo tudo o que ficou em mim, o desperto para o reviver de uns dias que foram um verdadeiro STOP no meu calendário pessoal. Quantos de nós desejamos tal?! Felizarda por o ter conquistado!
terça-feira, dezembro 24, 2013
domingo, dezembro 22, 2013
sexta-feira, dezembro 13, 2013
feliz - edição 2013
Este é o u post mais visto de todos os tempos! 605 visualizações desde que foi emitido. A sua principal visualização deriva de pesquisa no google com a expressão "o que me faz feliz". Isso mesmo, muitos procuram fontes de inspiração online para a felicidade! Estará certo! Devemos buscá-la em todos os cantos e recantos, fora e, principalmente, dentro de nós. Onde estamos e nos caminhos que fazemos para chegar onde queremos.
E porque os tempos são de busca, mantenho a sua edição, mantendo tudo aquilo que continua a trazer-me felicidade e acrescentando aquilo que a vida me vem dando nos entre-tantos.
Naquele dia dei por mim a perguntar: "O que me faz feliz?"
- A paisagem nocturna que tenho das minhas varandas;
- As cambalhotas do Dinis e do Tobias quando chego a casa;
- Comer os peixes que o meu pai pesca;
- Conversar com a minha mãe (em criança gostava de estar deitada no sofá, com a cabeça deitada nas suas pernas);
- Abraçar a Sandrita;
- Estar nos Açores e noutros lugares do mundo!
- A minha irmã (toma!)
- Outros felizes
- Rir
- Dançar
- Sonhar
- Viajar
- Esquiar
- Aprender
- Dormir e Acordar
- Agradecer e solicitar
- Estar com Martim e com o Gil!
- Trabalhar
- Tai Chi e Chi Qong
- Yoga
- Respirar
- Ouvir os meus programas de rádio, audiobooks e afins
- Apanhar sol
- Longas caminhadas (mais do que 2h)
- As minhas plantas
- Aquela companhia especial
- Tricotar
- Escrever
- Dar...e ... Receber
- Voltar aqui e acrescentar mais pontos a esta lista
- ...
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