sábado, julho 11, 2015
quarta-feira, junho 10, 2015
O som da primavera
A estação, essa, já chegou em março. Por ela já passou uma Páscoa, um passeio a Santiago, a rotina do trabalho, o trabalho extra que se abraça, a conferência que se apresenta e com a qual se aprende, os pensamentos com os quais se viaja para outros continentes e o aniversário mais especial. Mas Primavera é agora também sinónimo de festa, de música, de parque, de cidade cheia, de alegria. A Primavera traz agora, além de pássaros, flores e trovoadas, os sons alternativos.
A Banda do Mar teve honras de abertura de palco. Honras dadas, mas o horário era demasiado cedo para quem trabalha e mereciam mais público. Ainda assim, fizeram bem a festa. Eu estive lá! Tinha de estar!
O Marcelo liderou, a Mallu fez-se presente, mas à letra de "Velha e Louca" deu vontades de introduzir as expressões "Novita e Mimalha".
O José Gonzalez fez-nos baralhar as horas e a vontade antecipou-nos junto ao palco uma hora antes do concerto! Trouxe-nos um som limpinho, bem intencionado, introspectivo, que faz dançar com as células e toda a química de um corpo.
Os favoritos deste ano foram:
O Marcelo liderou, a Mallu fez-se presente, mas à letra de "Velha e Louca" deu vontades de introduzir as expressões "Novita e Mimalha".
O José Gonzalez fez-nos baralhar as horas e a vontade antecipou-nos junto ao palco uma hora antes do concerto! Trouxe-nos um som limpinho, bem intencionado, introspectivo, que faz dançar com as células e toda a química de um corpo.
Para ouvir e ouvir enquanto se é!
Aos Belle & Sebastian já chegamos pouco depois do início do concerto. As pessoas já eram muitas no anfiteatro de relva estava já repleto de pessoas e de alegria. Dançava-se, fazia-se a festa!
Convite à invasão de palco no irradiar de simpatia!
Agora com olho no verão, enquanto se revive o som desta primavera, na ciclidade das estações que no leve a nova festa em 2016!
domingo, junho 07, 2015
I'll let you stay with me if you surrender
Eu quis te conhecer, mas tenho que aceitar
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
Pode ser cruel a eternidade
Eu ando em frente por sentir vontade
Eu quis te convencer, mas chega de insistir
Caberá ao nosso amor o que há de vir
Pode ser a eternidade má
Eu ando em frente por sentir saudade
Paper clips and crayons in my bed
Everybody thinks that I'm sad
I take my ride in melodies
And bees and birds
Will hear my words
Will be both us and you and them together
I can forget about myself trying to be everybody else
I feel allright that we can go away
And please my day
I'll let you stay with me if you surrender
domingo, maio 31, 2015
A não doação para o Banco Alimentar
As habituais compras semanais não foram acompanhadas da tradicional doação para o Banco Alimentar! Houve necessidade de ensaiar em casa o "Não, obrigada! Já fiz a minha doação!" para aquele momento em que nos dão um saco plástico à entrada do supermercado. Houve ainda a necessidade de listar todas as doações já feitas este ano, para o Banco Alimentar e outras instituições, para que a mente se sentisse em dádiva, mais do que em dívida.
E não houve doação. Não houve mais um pequeno lucro para o vendedor. Não houve 6% dessa compra para o Estado. Não deixou de haver contributo para o Banco Alimentar, onde já levei duas malas de carro cheias de papel este ano.
quinta-feira, maio 14, 2015
a 13 de maio...
de 2015.
Aqui mesmo.
Espera-se a chegada do dia, que à noite começa, para a auto-felicitação!
Dorme-se com um sorriso nos lábios e acorda-se como se fosse dia de Natal! Que o é, afinal!
O despertador é trocado pelo toque do telefone para as primeiras felicitações e as palavras, difíceis de articular no acordar, saem em prol do agradecimento genuíno!
O sorriso permanece nos lábios!
Entre uma colherada de flocos, mais um telefonema, mais sorrisos às palavras amigas. E outros se seguem antes, durante e após o banho!
As felicitações interrompem-se no silêncio de 1 hora, durante a qual se flutua. E logo retomam à saída desta experiência a descrever com outros detalhes.
Almoça-se com a melhor e mais desejada companhia. Entre tudo especial, espera-se e anseia-se aquele momento indulgente: o café e o quadrado do chocolate negro!
Prepara-se a casa, a cozinha e a mesa para os festejos familiares, mas antes vai-se buscar um beijo a quem já não nos pode vir traze-lo. E recebem-se presentes em formas de abraço de 3 dos tios que encheram a infância. O tio do jardim, que era mercearia no imaginário. O tio das papas de Nestum e de tantas anedotas. O tio intelectual, de barbas grandes e anfitrião. E os presentes não ficam por aqui! Recebe-se outro em forma de informação - "I can't get no satisfaction", dos Rolling Stones, é lançada a 13 de maio - e outro ainda em forma de história de uma vida real - de um avó (bisavó desta geração) que constrói para o seu neto (no caso o tio intelectual, de barbas grandes e anfitrião) um atelier para a sua melhor expressão artística.
E ainda a tarde ia a meio e outros pontos bem mais altos estariam para vir sem o saber.
De volta a casa, sai mais um bolo, cozem-se os mexilhões, que se juntam aos camarões. Prontifica-se a calda para o arroz. Prontos a saltear os espinafres. Mesa posta!
E começam a chegar poucos minutos depois da hora marcada! A casa começa a encher!
A hora que marca o nascimento é marcada pelo abraço de felicitação mútua no colo da gestação. Passaram depressa estes anos!
Hora de mais presentes! E que presentes! A casa e a borboleta, que merecem história particular! Os filmes de infância compilados para visualizações futuras! E as três histórias! As histórias de vida de três mulheres precursoras desta vida. Histórias que constroem, acrescentam, preenchem. Todas compiladas por um amor maior que só existe na irmandade.
E depois de um momento deste, com a alma alimentada, a mesa farta fica para segundo plano.
Todos e bem!
Até o bolo ficou bom!
E quando já se iniciam as arrumações, na casa já de volta à sua calma, mais uma visita traz abraços, beijos, flores e palavras para saborear com mais uma fatia de bolo e chá que ajude a digestão.
Não se consegue, não se deseja terminar o dia sem pelo menos a leitura de uma das histórias das 3 mulheres. E quem lê uma, lê duas e já só falta uma para terminar e ler a terceira.
E percebe-se que há cansaço que não cansa, que o desequilíbrio também nos equilibra!
Terminou-se assim este 13 de maio de 2015, grata por todos os caminhos e a todas as pessoas que até aqui me fizeram chegar!
Aqui mesmo.
Espera-se a chegada do dia, que à noite começa, para a auto-felicitação!
Dorme-se com um sorriso nos lábios e acorda-se como se fosse dia de Natal! Que o é, afinal!
O despertador é trocado pelo toque do telefone para as primeiras felicitações e as palavras, difíceis de articular no acordar, saem em prol do agradecimento genuíno!
O sorriso permanece nos lábios!
Entre uma colherada de flocos, mais um telefonema, mais sorrisos às palavras amigas. E outros se seguem antes, durante e após o banho!
As felicitações interrompem-se no silêncio de 1 hora, durante a qual se flutua. E logo retomam à saída desta experiência a descrever com outros detalhes.
Almoça-se com a melhor e mais desejada companhia. Entre tudo especial, espera-se e anseia-se aquele momento indulgente: o café e o quadrado do chocolate negro!
Prepara-se a casa, a cozinha e a mesa para os festejos familiares, mas antes vai-se buscar um beijo a quem já não nos pode vir traze-lo. E recebem-se presentes em formas de abraço de 3 dos tios que encheram a infância. O tio do jardim, que era mercearia no imaginário. O tio das papas de Nestum e de tantas anedotas. O tio intelectual, de barbas grandes e anfitrião. E os presentes não ficam por aqui! Recebe-se outro em forma de informação - "I can't get no satisfaction", dos Rolling Stones, é lançada a 13 de maio - e outro ainda em forma de história de uma vida real - de um avó (bisavó desta geração) que constrói para o seu neto (no caso o tio intelectual, de barbas grandes e anfitrião) um atelier para a sua melhor expressão artística.
E ainda a tarde ia a meio e outros pontos bem mais altos estariam para vir sem o saber.
De volta a casa, sai mais um bolo, cozem-se os mexilhões, que se juntam aos camarões. Prontifica-se a calda para o arroz. Prontos a saltear os espinafres. Mesa posta!
E começam a chegar poucos minutos depois da hora marcada! A casa começa a encher!
A hora que marca o nascimento é marcada pelo abraço de felicitação mútua no colo da gestação. Passaram depressa estes anos!
Hora de mais presentes! E que presentes! A casa e a borboleta, que merecem história particular! Os filmes de infância compilados para visualizações futuras! E as três histórias! As histórias de vida de três mulheres precursoras desta vida. Histórias que constroem, acrescentam, preenchem. Todas compiladas por um amor maior que só existe na irmandade.
E depois de um momento deste, com a alma alimentada, a mesa farta fica para segundo plano.
Todos e bem!
Até o bolo ficou bom!
E quando já se iniciam as arrumações, na casa já de volta à sua calma, mais uma visita traz abraços, beijos, flores e palavras para saborear com mais uma fatia de bolo e chá que ajude a digestão.
Não se consegue, não se deseja terminar o dia sem pelo menos a leitura de uma das histórias das 3 mulheres. E quem lê uma, lê duas e já só falta uma para terminar e ler a terceira.
E percebe-se que há cansaço que não cansa, que o desequilíbrio também nos equilibra!
Terminou-se assim este 13 de maio de 2015, grata por todos os caminhos e a todas as pessoas que até aqui me fizeram chegar!
quarta-feira, maio 13, 2015
quarta-feira, abril 22, 2015
o parto
O corpo prepara-se para que de dentro dele saia uma cabeça. Sem a preparação de ambos, a cabeça volta ligeiramente para o interior do corpo. Mas este é o momento. O processo repete-se. O corpo está preparado e abre-se agora mais. De dentro dele espreita um cucuruto melado pelo sebo lubrificante. A pequena cabeça roda num movimento que lhe permite a expulsão de todo o corpo. Os segundos são demasiado curtos para a percepção de todas as sensações vividas. Escorrega-lhe para fora do corpo, enquanto procura perceber o que surge. Sentir não requer perceber. E está já em cima da barriga, aninhado como se estivesse ainda no seu interior. As lágrimas correm-lhe pela face e a garganta aperta-se num nó preso de palavras que não existem para descrever o mundo que se completa numa alegria e felicidade que ninguém ainda descreveu.
domingo, abril 19, 2015
Do Sentir II
Do verbo sentir...
pelo frio da cama, a noite mal dormida.
no despertar sempre preguiçoso o paradoxo da ânsia de receber o que o dia tem para oferecer.
as pessoas que se conhecem, os caminhos que se fizeram em justa-contraposição com os que surgem para se fazer.
a Natureza que se nos oferece e a Quem agradecemos todas a dádivas.
os prazeres da mesa e das conversas
rir e gargalhar sonoramente.
o descanso que se permite.
o regresso a casa.
a alegoria da alegria.
pelo frio da cama, a noite mal dormida.
no despertar sempre preguiçoso o paradoxo da ânsia de receber o que o dia tem para oferecer.
as pessoas que se conhecem, os caminhos que se fizeram em justa-contraposição com os que surgem para se fazer.
a Natureza que se nos oferece e a Quem agradecemos todas a dádivas.
os prazeres da mesa e das conversas
rir e gargalhar sonoramente.
o descanso que se permite.
o regresso a casa.
a alegoria da alegria.
Do Sentir I
Há viagens que se fazem cá dentro que nos levam para longe, que nos tornam maiores que nós próprios, que nos interiorizam e exteriorizam, que nos levam além do que ocupamos, do que somos, de onde estamos.
sábado, abril 04, 2015
Páscoa 2015, o meu postal
Páscoa Primavera Despertar Renascer Renovar
na Natureza, no verde, na fresca água, nas ondas do meu cabelo,
no nariz que espreita
A Páscoa
quarta-feira, abril 01, 2015
quinta-feira, março 12, 2015
a mágoa
"A palavra, que tem origem no latim macula, representa um sentimento de desgosto, pesar, sensação de amargura, tristeza, ressentimento.
É um descontentamento que, embora frequentemente brando, pode deixar resquícios que podem durar um bom tempo. Por vezes é possível percebê-lo no semblante, nas palavras e nos gestos de uma pessoa."
domingo, março 08, 2015
O que os homens mais admiram nas mulheres
O título está no jornal O Observador e eu vou copiar tudo para aqui por ter de novo o prazer do sabor destas palavras!
Para alguns a pergunta foi como uma armadilha, para outros tão difícil como caminhar com uns sapatos de salto alto. Cem homens portugueses foramfotografados para a revista Máxima com uns stilletos desenhados por Luís Onofre em defesa da igualdade de géneros, e agora que o projeto vai ser colocado em molduras, numa exposição que inaugura dia 8 de março no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, deixámos dez desses homens manterem o que tinham calçado mas lançámos-lhes a questão: o que mais admiram nas mulheres?
“Admiro a capacidade de resistência e a capacidade de sofrimento, uma coisa que os homens têm muito menos”, começa por dizer João Tordo, não sabendo se essas características se explicam por “uma questão genética, histórica ou de sensibilidade”. “Admiro também a capacidade de se conseguirem organizar e fazer várias coisas ao mesmo tempo. As mulheres são mentalmente organizadas, enquanto os homens tendem a ser mais obsessivos. Como são mais obcecados, quando têm um problema qualquer, esse problema toma proporções cada vez maiores. Admiro ainda a capacidade para a empatia, uma qualidade importante para reconhecer o sofrimento alheio. Não só o sofrimento mas a alegria. As mulheres são muito mais atentas.”
Companheiro de profissão, o escritor Valter Hugo Mãe, talvez até por uma questão de apelido, não esquece o dom da maternidade: “Admiro que saibam o milagre dos filhos, que possam fazer duas coisas ao mesmo tempo e que, às vezes, me amem.”
Afonso Cruz, que se sentou num sofá qual Pensador de Rodin em saltos altos, para ser captado pela objetiva de Branislav Šimončík, não faz uma distinção de qualidades entre os sexos mas é sensível à questão da beleza feminina: “Falando do carácter ou da alma, que me parece ser definitivamente mais importante, não creio que existam virtudes especificamente femininas. Ou seja, aprecio a bondade, a inteligência, a temperança, o humor, independentemente do género. Por isso, acho que o que mais admiro numa mulher é o corpo, com quem a Natureza (ou o Demiurgo, para quem crê) teve preocupações artísticas. Com os homens foi um bocadinho mais desleixada. Só para dar um exemplo: não precisávamos de pelos no peito.”
As questões anatómicas foram sublinhadas por vários homens interpelados pelo Observador. Veja-se o jornalista João Miguel Tavares: “O que eu mais admiro nas mulheres? Isso é claramente uma pergunta armadilhada. Aquilo que verdadeiramente faz as mulheres serem mulheres são questões anatómicas dignas da maior admiração. Só que, infelizmente, elas não podem ser explicitadas sem um homem correr o risco de parecer deselegante e primário.
Qualquer resposta está, por isso, condenada ao fracasso. Por um lado, se eu disser que aquilo que mais gosto numa mulher são determinados detalhes da sua anatomia, serei imediatamente acusado de misoginia e de objetificação. Por outro lado, se disser que são determinados traços do seu carácter, serei imediatamente acusado de generalização abusiva e de promoção de estereótipos.
Ora, isto só pode significar uma coisa: que esta pergunta foi inventada por uma mulher. E é isso que eu mais admiro nelas: a capacidade que têm de nos empurrarem para becos sem saída, de onde só podemos sair derrotados, de cabeça baixa e rendidos aos seus ardis. Ah, as sereias…”
Qualquer resposta está, por isso, condenada ao fracasso. Por um lado, se eu disser que aquilo que mais gosto numa mulher são determinados detalhes da sua anatomia, serei imediatamente acusado de misoginia e de objetificação. Por outro lado, se disser que são determinados traços do seu carácter, serei imediatamente acusado de generalização abusiva e de promoção de estereótipos.
Ora, isto só pode significar uma coisa: que esta pergunta foi inventada por uma mulher. E é isso que eu mais admiro nelas: a capacidade que têm de nos empurrarem para becos sem saída, de onde só podemos sair derrotados, de cabeça baixa e rendidos aos seus ardis. Ah, as sereias…”
Ah, as saboneteiras, diz antes Kalaf, dos Buraka Som Sistema: “Admiro a forma ténue, o olhar e os gestos subtis que, sem necessidade de palavras, conseguem carregar uma força transformadora e me fazem querer ser um homem melhor. Admiro-lhes a perspicácia, a sensualidade e a beleza que se estende além dos atributos físicos. E seguindo a linha de pensamento do poeta Vinicius, que tão acertadamente afirmou ‘nádegas é importantíssimo. Grave, porém, é o problema das saboneteiras. Uma mulher sem saboneteiras é como um rio sem pontes’, nomeio as saboneteiras – termo brasileiro que identifica as pequenas cavidades entre o pescoço e os ombros, área cientificamente denominada de triângulo supraclavicular — como uma das partes do corpo feminino que mais admiro.”
Criado há um ano, no Dia Internacional da Mulher, 8 de março de 2014, para lutar pelos direitos femininos, o projeto da revista Máxima 100 Homens, Sem Preconceitos – Um Passo pela Igualdade, parece ter deixado marcas em todos os homens retratados, de músicos a cientistas, passando por atores, atletas, modelos e médicos – e não só nos pés apertados por sapatos em bico.
“O que mais admiro nas mulheres é o facto de não serem menos que os homens”, diz David Santos, mais conhecido pelo nome artístico que assume quando pega na guitarra e canta ao microfone — Noiserv.
Ljubomir Stanisic, apesar do ar guerreiro com que segura num gancho e domina um enorme atum na arca frigorífica do seu restaurante 100 Maneiras, reconhece uma força suprema ao outro sexo: “O que mais admiro numa mulher é o poder de dizer um não redondo — há poucas pessoas que têm coragem de dizer não. As mulheres são fascinantes exatamente porque são mulheres, não devem querer ser homens.”
Se não fossem mulheres, não seriam metades tão capazes de completar o sexo oposto, sugere o apresentador Manuel Luís Goucha: “O que mais admiro nas mulheres é o que me acrescentam enquanto homem.”
Pedro Lima, por sua vez, volta aos atributos femininos, mais precisamente à “beleza”: “[Admiro a forma] como acordam, como se movem, como respiram, como olham, como pensam, como agem, como sorriem, como choram, como sofrem, como sentem saudades… Como tornam a vida de todos nós mais bela.”
Uma qualidade sublinhada igualmente pelo também ator Pedro Teixeira, que remata: “O que mais admiro nas mulheres é a personalidade, a beleza, a garra, a força… O simples facto de serem mulheres.”
Para admirar estes e outros 90 homens com mais dez centímetros de altura, anote estas datas: 100 Homens Sem Preconceitos – Um Passo Pela Igualdade, inaugura dia 8 de março, às 18h00, no Centro Cultural de Belém. A exposição está aberta ao público entre 9 de março e 2 de abril, das 10h00 às 18h00, e é de entrada livre. Ao mesmo tempo, é lançado um livro com objetivos muito mais do que decorativos: todas as receitas angariadas com cada exemplar, assim como com a venda das fotografias expostas, reverte a a favor da associação Laço, que trabalha na prevenção e apoio às mulheres com cancro da mama.
Porque também se pode admirar isto: as mulheres, juntamente com os homens, fazem as coisas acontecer.
quarta-feira, março 04, 2015
segunda-feira, março 02, 2015
o velório
as árvores sobressaíam da paisagem nocturna, entre o nevoeiro e a chuva leve, porém constante. eram árvores despidas de verde, que exibiam compridos ramos nus, mais pareciam unhas longas, pintadas de preto, saídas de dedos esguios, vindos de mãos finas.
sexta-feira, fevereiro 20, 2015
sexta-feira, fevereiro 06, 2015
os segredos e as irmãs
Os segredos agregam em si a partilha em confiança.
Os segredos entre irmãs apontam o zénite da amizade amada.
domingo, fevereiro 01, 2015
domingo, janeiro 18, 2015
Carimbo no passaporte # Tailândia 2014
Memórias de carimbos num passaporte que passou o prazo de validade
Tailândia 2014
Esta foi para mim umas das entradas mais memoráveis na fronteira de um país. E uma saída da fronteira de um país também.
(E de repente lembrei-me também das memoráveis travessias entre Portugal e Espanha, quando ainda haviam fronteiras e o bacalhau era mais barato do lado de lá e tinha que vir escondido na mala e eu tinha p'raí uns 4 anos e não percebia o motivo de tanto secretismo. Os adultos ficavam nervosos. Eu ficava nervosa pelo nervosismo dos adultos e por não perceber nada do que se estava a passar. E se descobrissem a minha boneca? Era tão mau quanto o bacalhau? E se descobrissem os rebuçados de laranja e limão?! Bom, mas isso nunca deu direito a carimbo no passaporte!)
Voltando à Tailândia, ou melhor, voltando ao Cambodja, que foi por lá que entrei na Tailândia. A pé!
A carrinha que nos levou de Siem Reap à fronteira com a Tailândia não passaria a fronteira. Deixou-nos uns metros antes. Pegamos nas malas e lá fomos num "follow the leader", como já estávamos habituados!
Uns bons minutos para as burocracias da saída - muitos turistas, muito calor. Tudo em ordem. "Follow the leader". Arrasta mala. Sobe escada. Nova fila. Longa fila. O costume, diz o líder. Melhor até que no ano anterior, em que demoraram umas 5 horas. Muito melhor, acho que demoramos umas duas horas. Conversamos uns com os outros, conversamos com os outros dos outros, comemos, havia quem jogasse sudoku. Arrasta mala. Empurra para não passarem à frente - não sou boa nestas coisas!
Estava quase! A ansiedade aumentava! Para que lado vou?! Quero tirar uma fotografia aos pezinhos amarelos que estão impressos no chão, uns metros antes do guiché. Não sou capaz. Estou ansiosa!
Lá fui! Carimbo no passaporte! Lá vieram os outros também!
Depois de descobrirmos uma nova carrinha onde coubéssemos todos e as malas lá fomos para Banguecoque.
Demorei a perceber de que lado se conduz na Tailândia. Havia trânsito. A viagem foi quase toda em contra-mão...
Banguecoque foi, no início, um soco no estômago. Chegada do Cambodja, dos templos de Angkor misturados com as raízes das árvores e entrar naquela gigantesca metrópole não me trouxe amor ao primeiro respiro poluído.
Aos poucos fui-me deixando conquistar. Uma massagem tailandesa ajudou. A gastronomia tailandesa ajudou. Os monumentos ajudaram. O passeio de barco ajudou.
E a cerimónia das almas?! A cerimónia em que os monges saem do mosteiro ao acordar da aurora, descalços, com uma espécie de marmitas no colo e recebem as ofertas de alimentos que que deseja está lá à porta para oferecer. E feliz de mim, completamente conquistada pelo momento, por Banguecoque, que fui chamada por uma delicada sra, que me deu um saquinho de arroz e outro de algo que me pareceu uma carne estufada. Apontou para o monge que estava mais longe de nós, o mais idoso de todos. Segurava-se num andarilho, tinha um colar na cervical e uma cinta a apoiar o resto das costas. Fui, descalça, fazer-lhe a minha oferta, abençoada já pelo que via e por ter tido a oportunidade de lhe levar os saquinhos com comida. Ofereci. Coloquei-me em posição para ser abençoada por ele também. Regressei ao meu grupo com um sorriso vertical, dos pés à cabeça!
carimbo no passaporte #Cambodja 2013-4
Memórias de carimbos num passaporte que passou o prazo de validade
Cambodja 2013-14
Este é para mim o carimbo mais bonito deste passaporte que me preparo para entregar às autoridades. A experiência no Cambodja foi fantástica, mas não é isso que me faz apreciar o carimbo. As experiências dos outros carimbos foram profundamente maravilhosas. Cada coisa no seu momento. Aprecio mesmo a estética deste carimbo. Mais: ele ocupa toda uma folha do passaporte, pela sua dimensão. Como os outros carimbos, ficou numa página aleatória do passaporte, mas nada se misturará com ele. É por isso, e porque ainda não voltei ao Cambodja desde então, um carimbo único neste meu passaporte!
O Cambodja representa uma das experiências mais diferenciadas da minha vida. Cultura diferente, comida diferente, religião diferente, monumentos diferentes, pessoas diferentes. Toda uma experiência diferente das vividas até então.
O Cambodja é quente, tropical. Tem riquexós que são taxis, mosteiros nos centro da capital e monges que se passeiam de robe alaranjado.
É duro. O Cambodja tem uma história recente dura, que ainda vive na população que se refaz nas ocupações do dia a dia.
O Cambodja tem um grande lago, o Tonlé Sap, no qual se navega por horas e onde se observam aldeias aquáticas de uma das populações mais pobres do planeta.
O Cambodja é demasiado ocidental em Siem Reap, mas conduz-nos a uma história secular em Angkor Thom, onde Vixnu, Ganesh, Shiva e Garuda convivem com Buda.
E no Cambodja já fazem umas maravilhosas massagens, quer com mãos, quer com peixinhos.
E tem uma gastronomia fantástica: leve, aromática, saborosa, divertida até!
O Cambodja tem crianças. Sim tem crianças que fazem parte do nosso imaginário ocidental e que tendemos romantizar, achando que ajudamos a comprar os postais ou pequenos objetivos que vendem na rua. Ajudaremos mais, com toda a certeza, não comprando, brincando com elas e estimulando as idas à escola. Podemos até ser mais activos e associar-nos a uma ONG específica para o efeito. Podemos apadrinhar até uma criança e acompanhar o seu desenvolvimento.
O Cambodja tem cambojanos com sonhos e objetivos, nos quais investem (com mais ou menos risco).
Cambodja: entrada por Phnom Penh; saída pela fronteira com a Tailândia
Subscrever:
Mensagens (Atom)





.jpg)




