quarta-feira, outubro 14, 2015

segunda-feira, outubro 12, 2015

Fora da rotina #1

«Viver não tem nada a ver com isso que as pessoas fazem todos os dias, viver é precisamente o oposto, é aquilo que não fazemos todos os dias.»
Afonso Cruz, in Flores

Fora da rotina acordei hoje às 6h11.
Fora da rotina saí de casa antes do dia despertar.
Fora da rotina cheguei, em silêncio madrugador, ao centro da cidade.
Fora da rotina estive do outro lado da consulta.
Fora da rotina doei a minha companhia.
Fora da rotina vivi!

terça-feira, setembro 08, 2015

Os bambus

Deixei-me ir em marcha lenta, na via rápida, só para seguir a carrinha de caixa aberta que transportava os bambus. Fiz da imagem uma fotografia mental e escolhi ser o momento de repouso do meu dia.

segunda-feira, agosto 31, 2015

Pulseira com tudo excluído


Ainda em processo de compreensão de toda a fascinação pela última viagem. Aos pouco apercebo-me que foi o ir, o conhecer o desconhecido, a adaptação e conquista do desconforto físico, higiénico e até de oxigénio. Foi o apreender toda uma cultura distinta, remota, manipulada mas não globalizada. E foi isso, foi a não globalização que também me encantou. E foi um turismo não turístico. Se há pulseiras para o tudo incluído, seja lá o que o incluído contém, um monge ofereceu-me uma pulseira com tudo excluído e vim cheia!

sexta-feira, agosto 28, 2015

quinta-feira, agosto 27, 2015

The Secret Life of Walter Mitty

Estamos nisto

"to see the world, things dangerous to como to, 
to see behind walls, to draw closer,
to find each other and to feel.
That is the purpose of LIFE"


Filme de 2013

Ao som de

terça-feira, agosto 25, 2015

Diálogos de viagem

Colega: Uau, que viagem! Ao ver aquelas bandeirinhas senti mesmo o lugar especial

Eu: Pois foi! Foi mesmo especial! Foi tão especial que até a mim própria, que fui, que estive lá, me custa acreditar o que vivi!

Colega: É como se tivesse realizado um sonho, então!

Eu: Não! É para além disso! Um sonho eu sei o que é!...


domingo, agosto 23, 2015

Notas de viagem: ir, apreciar, voltar, estar!

Viajar 
Fazer a mala, a expectativa do ir, do conhecer, a sensação da aventura vinda do desconhecido, do desconforto, da descoberta. Ir!



Apreciar
Estar lá, onde quer que seja estar bem porque se está em bem. Apreciar, admirar, apreender e aprender, sentir, cheirar, olhar e ver. Desejar ficar por mais tempo. Apreciar o não ver tudo, não fazer tudo, não conhecer tudo, na expectativa do voltar. Integrar os inesperados, as mudanças de rota como boas surpresas.



Voltar
Algumas horas de nostalgia até à hora de chegar. A nostalgia do deixar o ido, o apreciado. Voltar! Os lugares de conforto, onde se partilha, se revive, se volta à rotina, ainda com a perspectiva de um novo ir antes de se estar.



Estar
Apreciar o que se tem mesmo quando não se vai. E é esta nota que me faz gostar de ir e me permite apreciar: adoro estar mesmo quando não vou!

quinta-feira, agosto 20, 2015

Lá, onde a magia acontece

Sedimentada está já uma das lições do último desvio àquele lugar onde a magia acontece: a necessidade supera o preconceito!



E como é bom respeitarmos a necessidade como uma forma maior de integrar o conceito!

quarta-feira, junho 10, 2015

O som da primavera

A estação, essa, já chegou em março. Por ela já passou uma Páscoa, um passeio a Santiago, a rotina do trabalho, o trabalho extra que se abraça, a conferência que se apresenta e com a qual se aprende, os pensamentos com os quais se viaja para outros continentes e o aniversário mais especial. Mas Primavera é agora também sinónimo de festa, de música, de parque, de cidade cheia, de alegria. A Primavera traz agora, além de pássaros, flores e trovoadas, os sons alternativos.




Os favoritos deste ano foram:


A Banda do Mar teve honras de abertura de palco. Honras dadas, mas o horário era demasiado cedo para quem trabalha e mereciam mais público. Ainda assim, fizeram bem a festa. Eu estive lá! Tinha de estar!


O Marcelo liderou, a Mallu fez-se presente, mas à letra de "Velha e Louca" deu vontades de introduzir as expressões "Novita e Mimalha".




O José Gonzalez fez-nos baralhar as horas e a vontade antecipou-nos junto ao palco uma hora antes do concerto! Trouxe-nos um som limpinho, bem intencionado, introspectivo, que faz dançar com as células e toda a química de um corpo.


Para ouvir e ouvir enquanto se é!


Aos Belle & Sebastian já chegamos pouco depois do início do concerto. As pessoas já eram muitas no anfiteatro de relva estava já repleto de pessoas e de alegria. Dançava-se, fazia-se a festa!


Convite à invasão de palco no irradiar de simpatia!

Agora com olho no verão, enquanto se revive o som desta primavera, na ciclidade das estações que no leve a nova festa em 2016!

domingo, junho 07, 2015

I'll let you stay with me if you surrender

Eu quis te conhecer, mas tenho que aceitar
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
Pode ser cruel a eternidade
Eu ando em frente por sentir vontade

Eu quis te convencer, mas chega de insistir
Caberá ao nosso amor o que há de vir
Pode ser a eternidade má
Eu ando em frente por sentir saudade

Paper clips and crayons in my bed
Everybody thinks that I'm sad
I take my ride in melodies
And bees and birds
Will hear my words
Will be both us and you and them together

I can forget about myself trying to be everybody else
I feel allright that we can go away
And please my day
I'll let you stay with me if you surrender

domingo, maio 31, 2015

A não doação para o Banco Alimentar

As  habituais compras semanais não foram acompanhadas da tradicional doação para o Banco Alimentar! Houve necessidade de ensaiar em casa o "Não, obrigada! Já fiz a minha doação!" para aquele momento em que nos dão um saco plástico à entrada do supermercado. Houve ainda a necessidade de listar todas as doações já feitas este ano, para o Banco Alimentar e outras instituições, para que a mente se sentisse em dádiva, mais do que em dívida. 
E não houve doação. Não houve mais um pequeno lucro para o vendedor. Não houve 6% dessa compra para o Estado. Não deixou de haver contributo para o Banco Alimentar, onde já levei duas malas de carro cheias de papel este ano.

quinta-feira, maio 14, 2015

a 13 de maio...

de 2015.
Aqui mesmo.
Espera-se a chegada do dia, que à noite começa, para a auto-felicitação!
Dorme-se com um sorriso nos lábios e acorda-se como se fosse dia de Natal! Que o é, afinal!
O despertador é trocado pelo toque do telefone para as primeiras felicitações e as palavras, difíceis de articular no acordar, saem em prol do agradecimento genuíno!
O sorriso permanece nos lábios!
Entre uma colherada de flocos, mais um telefonema, mais sorrisos às palavras amigas. E outros se seguem antes, durante e após o banho!
As felicitações interrompem-se no silêncio de 1 hora, durante a qual se flutua. E logo retomam à saída desta experiência a descrever com outros detalhes.
Almoça-se com a melhor e mais desejada companhia. Entre tudo especial, espera-se e anseia-se aquele momento indulgente: o café e o quadrado do chocolate negro!
Prepara-se a casa, a cozinha e a mesa para os festejos familiares, mas antes vai-se buscar um beijo a quem já não nos pode vir traze-lo. E recebem-se presentes em formas de abraço de 3 dos tios que encheram a infância. O tio do jardim, que era mercearia no imaginário. O tio das papas de Nestum e de tantas anedotas. O tio intelectual, de barbas grandes e anfitrião. E os presentes não ficam por aqui! Recebe-se outro em forma de informação - "I can't get no satisfaction", dos Rolling Stones, é lançada a  13 de maio - e outro ainda em forma de história de uma vida real - de um avó (bisavó desta geração) que constrói para o seu neto (no caso o tio intelectual, de barbas grandes e anfitrião) um atelier para a sua melhor expressão artística.
E ainda a tarde ia a meio e outros pontos bem mais altos estariam para vir sem o saber.
De volta a casa, sai mais um bolo, cozem-se os mexilhões, que se juntam aos camarões. Prontifica-se a calda para o arroz. Prontos a saltear os espinafres. Mesa posta!
E começam a chegar poucos minutos depois da hora marcada! A casa começa a encher!
A hora que marca o nascimento é marcada pelo abraço de felicitação mútua no colo da gestação. Passaram depressa estes anos!
Hora de mais presentes! E que presentes! A casa e a borboleta, que merecem história particular! Os filmes de infância compilados para visualizações futuras! E as três histórias! As histórias de vida de três mulheres precursoras desta vida. Histórias que constroem, acrescentam, preenchem. Todas compiladas por um amor maior que só existe na irmandade.
E depois de um momento deste, com a alma alimentada, a mesa farta fica para segundo plano.
Todos e bem!
Até o bolo ficou bom!
E quando já se iniciam as arrumações, na casa já de volta à sua calma, mais uma visita traz abraços, beijos, flores e palavras para saborear com mais uma fatia de bolo e chá que ajude a digestão.
Não se consegue, não se deseja terminar o dia sem pelo menos a leitura de uma das histórias das 3 mulheres. E quem lê uma, lê duas e já só falta uma para terminar e ler a terceira.
E percebe-se que há cansaço que não cansa, que o desequilíbrio também nos equilibra!
Terminou-se assim este 13 de maio de 2015, grata por todos os caminhos e a todas as pessoas que até aqui me fizeram chegar!



quarta-feira, maio 13, 2015

quarta-feira, abril 22, 2015

o parto

O corpo prepara-se para que de dentro dele saia uma cabeça. Sem a preparação de ambos, a cabeça volta ligeiramente para o interior do corpo. Mas este é o momento. O processo repete-se. O corpo está preparado e abre-se agora mais. De dentro dele espreita um cucuruto melado pelo sebo lubrificante. A pequena cabeça roda num movimento que lhe permite a expulsão de todo o corpo. Os segundos são demasiado curtos para a percepção de todas as sensações vividas. Escorrega-lhe para fora do corpo, enquanto procura perceber o que surge. Sentir não requer perceber. E está já em cima da barriga, aninhado como se estivesse ainda no seu interior. As lágrimas correm-lhe pela face e a garganta aperta-se num nó preso de palavras que não existem para descrever o mundo que se completa numa alegria e felicidade que ninguém ainda descreveu.

domingo, abril 19, 2015

Do Sentir II

Do verbo sentir...

pelo frio da cama, a noite mal dormida.
no despertar sempre preguiçoso o paradoxo da ânsia de receber o que o dia tem para oferecer.
as pessoas que se conhecem, os caminhos que se fizeram em justa-contraposição com os que surgem para se fazer.
a Natureza que se nos oferece e a Quem agradecemos todas a dádivas.
os prazeres da mesa e das conversas
rir e gargalhar sonoramente.
o descanso que se permite.
o regresso a casa.
a alegoria da alegria.

Do Sentir I

Há viagens que se fazem cá dentro que nos levam para longe, que nos tornam maiores que nós próprios, que nos interiorizam e exteriorizam, que nos levam além do que ocupamos, do que somos, de onde estamos.

sábado, abril 04, 2015

Páscoa 2015, o meu postal


Páscoa    Primavera    Despertar    Renascer    Renovar

na Natureza, no verde, na fresca água, nas ondas do meu cabelo, 
no nariz que espreita

A Páscoa