quarta-feira, novembro 18, 2015

A hora do lobo, filme

A Hora do lobo é um filme de Jean Jaques Annaud ( o mesmo realizador de Sete anos no Tibete, O Nome da Rosa, entre outros). Descreve a vida de um jovem estudante de Pequim, que em plena revolução cultural chinesa é enviado para as estepes mongóis. Chen Zhen não sabia para onde ia. Tinha apenas a missão de ensinar mandarim aos nómadas da região. Os nómadas mongóis viviam em pleno equilíbrio para a natureza, até ao momento em que o governo chinês impõe uma lei que visa dizimar os lobos da região. Chen Zhen desenvolve uma relação especial com um lobinho, que gera um desequilíbrio natural na região e, em simultâneo, conduz a natureza de homens e bichos a um reequilíbrio emocionante. Digno de se ver pela viagem que nos proporciona, seja ela paisagística ou espiritual.

terça-feira, novembro 17, 2015

Quentes e boas

Se há fruto que aconchega o outono são as castanhas. Quentes e estaladiças, queimam os dedos. Densas na mastigação e na digestão, preenchem a boca, incham o estômago, confortam a alma

segunda-feira, novembro 16, 2015

A queda de água

imagem que gera palavras
água que funde a pedra calcária, abrindo beleza natural em forma de fenda
água que entoa mantra meditativo, elevando o espírito
água que cria o momento de fusão

segunda-feira, novembro 09, 2015

Se escrevesse o que sinto...

...relatava um dia passado num parque de diversões, onde montanhas russas de emoções transformam o estômago em balão de ar, rodas gigantes permitem a cabeça viajar devagar nos sonhos desejados, as casas dos espelhos trazem gargalhadas à boca, a aventura faz o coração alternar entre o palpitar e o serenar.
Se eu soubesse escrever o que sinto não queria parar jamais de escrever, de sentir.

terça-feira, outubro 27, 2015

a pulseira rebentou

Diz-se por aí que os nós na pulseira que se coloca no punho representam os desejos.
Diz-se por aí que a pulseira rebenta quando os sonhos se realizam ou estão para se realizar.
A minha pulseira rebentou!

terça-feira, outubro 20, 2015

Fora da rotina #3 e a invasão das borboletas

«Viver não tem nada a ver com isso que as pessoas fazem todos os dias, viver é precisamente o oposto, é aquilo que não fazemos todos os dias.»
Afonso Cruz, in Flores


E não é todos os dias que as borboletas nos assaltam a corrente sanguínea

quarta-feira, outubro 14, 2015

segunda-feira, outubro 12, 2015

Fora da rotina #1

«Viver não tem nada a ver com isso que as pessoas fazem todos os dias, viver é precisamente o oposto, é aquilo que não fazemos todos os dias.»
Afonso Cruz, in Flores

Fora da rotina acordei hoje às 6h11.
Fora da rotina saí de casa antes do dia despertar.
Fora da rotina cheguei, em silêncio madrugador, ao centro da cidade.
Fora da rotina estive do outro lado da consulta.
Fora da rotina doei a minha companhia.
Fora da rotina vivi!

terça-feira, setembro 08, 2015

Os bambus

Deixei-me ir em marcha lenta, na via rápida, só para seguir a carrinha de caixa aberta que transportava os bambus. Fiz da imagem uma fotografia mental e escolhi ser o momento de repouso do meu dia.

segunda-feira, agosto 31, 2015

Pulseira com tudo excluído


Ainda em processo de compreensão de toda a fascinação pela última viagem. Aos pouco apercebo-me que foi o ir, o conhecer o desconhecido, a adaptação e conquista do desconforto físico, higiénico e até de oxigénio. Foi o apreender toda uma cultura distinta, remota, manipulada mas não globalizada. E foi isso, foi a não globalização que também me encantou. E foi um turismo não turístico. Se há pulseiras para o tudo incluído, seja lá o que o incluído contém, um monge ofereceu-me uma pulseira com tudo excluído e vim cheia!

sexta-feira, agosto 28, 2015

quinta-feira, agosto 27, 2015

The Secret Life of Walter Mitty

Estamos nisto

"to see the world, things dangerous to como to, 
to see behind walls, to draw closer,
to find each other and to feel.
That is the purpose of LIFE"


Filme de 2013

Ao som de

terça-feira, agosto 25, 2015

Diálogos de viagem

Colega: Uau, que viagem! Ao ver aquelas bandeirinhas senti mesmo o lugar especial

Eu: Pois foi! Foi mesmo especial! Foi tão especial que até a mim própria, que fui, que estive lá, me custa acreditar o que vivi!

Colega: É como se tivesse realizado um sonho, então!

Eu: Não! É para além disso! Um sonho eu sei o que é!...


domingo, agosto 23, 2015

Notas de viagem: ir, apreciar, voltar, estar!

Viajar 
Fazer a mala, a expectativa do ir, do conhecer, a sensação da aventura vinda do desconhecido, do desconforto, da descoberta. Ir!



Apreciar
Estar lá, onde quer que seja estar bem porque se está em bem. Apreciar, admirar, apreender e aprender, sentir, cheirar, olhar e ver. Desejar ficar por mais tempo. Apreciar o não ver tudo, não fazer tudo, não conhecer tudo, na expectativa do voltar. Integrar os inesperados, as mudanças de rota como boas surpresas.



Voltar
Algumas horas de nostalgia até à hora de chegar. A nostalgia do deixar o ido, o apreciado. Voltar! Os lugares de conforto, onde se partilha, se revive, se volta à rotina, ainda com a perspectiva de um novo ir antes de se estar.



Estar
Apreciar o que se tem mesmo quando não se vai. E é esta nota que me faz gostar de ir e me permite apreciar: adoro estar mesmo quando não vou!

quinta-feira, agosto 20, 2015

Lá, onde a magia acontece

Sedimentada está já uma das lições do último desvio àquele lugar onde a magia acontece: a necessidade supera o preconceito!



E como é bom respeitarmos a necessidade como uma forma maior de integrar o conceito!

quarta-feira, junho 10, 2015

O som da primavera

A estação, essa, já chegou em março. Por ela já passou uma Páscoa, um passeio a Santiago, a rotina do trabalho, o trabalho extra que se abraça, a conferência que se apresenta e com a qual se aprende, os pensamentos com os quais se viaja para outros continentes e o aniversário mais especial. Mas Primavera é agora também sinónimo de festa, de música, de parque, de cidade cheia, de alegria. A Primavera traz agora, além de pássaros, flores e trovoadas, os sons alternativos.




Os favoritos deste ano foram:


A Banda do Mar teve honras de abertura de palco. Honras dadas, mas o horário era demasiado cedo para quem trabalha e mereciam mais público. Ainda assim, fizeram bem a festa. Eu estive lá! Tinha de estar!


O Marcelo liderou, a Mallu fez-se presente, mas à letra de "Velha e Louca" deu vontades de introduzir as expressões "Novita e Mimalha".




O José Gonzalez fez-nos baralhar as horas e a vontade antecipou-nos junto ao palco uma hora antes do concerto! Trouxe-nos um som limpinho, bem intencionado, introspectivo, que faz dançar com as células e toda a química de um corpo.


Para ouvir e ouvir enquanto se é!


Aos Belle & Sebastian já chegamos pouco depois do início do concerto. As pessoas já eram muitas no anfiteatro de relva estava já repleto de pessoas e de alegria. Dançava-se, fazia-se a festa!


Convite à invasão de palco no irradiar de simpatia!

Agora com olho no verão, enquanto se revive o som desta primavera, na ciclidade das estações que no leve a nova festa em 2016!

domingo, junho 07, 2015

I'll let you stay with me if you surrender

Eu quis te conhecer, mas tenho que aceitar
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
Pode ser cruel a eternidade
Eu ando em frente por sentir vontade

Eu quis te convencer, mas chega de insistir
Caberá ao nosso amor o que há de vir
Pode ser a eternidade má
Eu ando em frente por sentir saudade

Paper clips and crayons in my bed
Everybody thinks that I'm sad
I take my ride in melodies
And bees and birds
Will hear my words
Will be both us and you and them together

I can forget about myself trying to be everybody else
I feel allright that we can go away
And please my day
I'll let you stay with me if you surrender

domingo, maio 31, 2015

A não doação para o Banco Alimentar

As  habituais compras semanais não foram acompanhadas da tradicional doação para o Banco Alimentar! Houve necessidade de ensaiar em casa o "Não, obrigada! Já fiz a minha doação!" para aquele momento em que nos dão um saco plástico à entrada do supermercado. Houve ainda a necessidade de listar todas as doações já feitas este ano, para o Banco Alimentar e outras instituições, para que a mente se sentisse em dádiva, mais do que em dívida. 
E não houve doação. Não houve mais um pequeno lucro para o vendedor. Não houve 6% dessa compra para o Estado. Não deixou de haver contributo para o Banco Alimentar, onde já levei duas malas de carro cheias de papel este ano.