sexta-feira, dezembro 07, 2018

Cartas para o meu filho_1

Escrevo-te desde a conceção. Às vezes em papel, às vezes mentalmente. Mas queria mesmo que ficasse algures o registo do que te escrevo. Para ti, para teres, para leres.
O que te tenho escrito são registos de felizes acontecimentos, marcos da tua existência na nossa vida. O momento em que descobrimos que já vivias dentro de mim, que ias ser rapaz, que ias demorar para nascer. Os medos e inseguranças que existiram durante a gravidez. Os gritos dos primeiros meses (e dos seguintes). Os sorrisos e as primeiras palavras feitas de uma a duas sílaba apenas. O pin, o mi, o piro. Quase quase a andar, depois do gatinhar desde os 9 meses.
Já celebramos o teu primeiro aniversário. Foi há poucos dias que andei a resumir mentalmente este ano em que nasci também, em que nos unimos os três num vínculo abençoado e testemunhado por todos os que nos são queridos. Fica esta bela memória também.
Venha o próximo. Venham as birras e os passos, a sopa espalhada na cozinha e todas as outras descobertas alimentares que tens pela frente.

quarta-feira, setembro 14, 2016

O prazer na banana

Cortava hoje uma banana com mestria, influenciada pela criatividade que o documentário Chef's Table me tem proporcionado, e recuei a uns tempos em que o consumo diário de uma banana representava para mim o doce momento do dia. 
A conduzir pela Avenida Montevideu e Avenida Brasil, ia saboreando a banana na sua mole suavidade e doçura, sem culpas, a caminho do dispêndio energético do dia.
Hoje, tal como naquelas dias, a banana aconchega-me desde o palato até alma no caminho que faz para o meu estômago.


Resta a taça vazia, onde comi a minha banana, com flocos de aveia e kefir.

Rua das Flores e as nossas diferenças

Que a Rua das Flores, no Porto, está diferente há algum tempo, quem passou por lá já se apercebeu. Bonita, glamorosa, divertida, atraente,turística, charmosa são adjetivos que não esgotam o seu encanto.


Que quem passa por lá também sente as suas próprias diferenças, isso já é com cada um. O pisar do chão, o olhar das montras, dos espaços, o sentir o movimento da rua. Tudo muda. Um contínuo que se nos acrescenta.

quinta-feira, setembro 08, 2016

A borboleta

As borboletas são insectos cujo ciclo de vida decorre em 4 fases: ovo, larva, pupa e imago.

Culturalmente representam a transformação. Momentos esses em que a vida nos transforma e não mais somos o que éramos anteriormente.